sábado, 2 de julho de 2011
SALA ABERTA - ENCONTRO COM MARIA 03/07/11 NO PALTALK - 17:45 BR - 21:45 PT
SALA ABERTA A PARTIR DAS 17:45 BR - 21:45 PT
DOMINGO 03 DE JULHO DE 2011
ENCONTRO COM MARIA
SALA - NOSSA MESTRIA
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* Grupo de Estudos Nossa Mestria
Os estudos são feitos toda Terça e Quinta das 20h horário de Brasília (0h de Portugal) e encerramos as 22h de Brasília (2h de Portugal).
PEDIDO:
Vamos FALAR, compartilhar, deixem a timidez de lado. É importante a participação de todos. Não tenham vergonha de que possam falar alguma besteira. Estamos TODOS para aprender JUNTOS.
A sala estará aberta um pouco antes para quem quiser ajustar seus microfones e se familiarizar com o sistema.
Informações importantes sobre a organização:
* Para os que tiverem microfones é importante que utilizem desse recurso para tornar o estudo mais dinâmico.
* O Chat estará liberado para comentários sobre o que estiver sendo falado e formulação de dúvidas.
* Evite comentários fora do assunto que estiver sendo falado no momento no Chat e brincadeiras fora de hora.
* Pedimos também para quem puder antes de entrar na sala, busque a serenidade através de meditação, respiração, oração ou a forma que achar melhor.
Contamos com o bom senso de todos participantes para que o estudo seja o mais proveitoso possível.
Esperamos vocês lá.
Grupo de Estudos Nossa Mestria
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Nos vídeos abaixo estão todas as intruções para acessar a nossa sala de estudos, o nome da nossa sala é: NOSSA MESTRIA.
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NA FLÓRIDA, CARROS PARAM PARA OBSERVAR A NAVE
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UNIVERSO INTERNO – LORD MELQUISEDEQUE
Uma saudação calorosa se estende a vocês agora da minha alma.
Eu sou Lord Melquisedeque e os convido a estar em meu Ashram Universal nos planos internos, com os discípulos de Melquisedeque.
Mantenham a intenção de se conectarem com a nossa energia e saibam que enquanto vocês lêem isto, estão sendo transportados ao meu ashram, de modo que possamos falar e nos comunicarmos com conforto e nas energias divinas. Vamos nutrir o seu corpo, alma e campo áurico com luz de uma vibração elevada e amor incondicional. Vamos envolvê-los no arco-íris da Luz do Criador, o que ativa todas as intenções e energias positivas e puras do interior do seu ser. É verdadeiramente uma grande honra nos comunicarmos com vocês e sentirmos a sua presença em meu ashram de vibrações de Luz Universal Dourada.
Eu venho lhes falar sobre as energias em seu ser. Estou consciente de que há muitas canalizações que descrevem a alma, o seu propósito e habilidades, mas eu desejo expandir ainda mais a sua mente. Quanto mais expandirmos o nosso pensamento e abrirmos as nossas percepções, mais fácil será, para nós, aceitarmos a verdade do Criador.
Desejo compartilhar com vocês que dentro do seu ser, dentro do seu corpo físico e envolto em seu campo áurico, há um universo inteiro. Vamos contemplar isto com uma mente expansiva por um momento. Um universo é uma energia e existência vasta e ilimitada; como ele pode se ajustar dentro do minúsculo corpo de um ser humano? Talvez o corpo de um ser humano seja muito maior do que vocês pensam e a Terra seja magnífica em tamanho, portanto, um universo pode se ajustar dentro de um corpo humano. Ou talvez um universo seja realmente muito pequeno, mas é a incapacidade de sua mente de compreender um universo que os encoraja a percebê-lo como expansivo. Poderia ser que seja somente a energia essencial do universo que exista dentro de um corpo humano e isto atua como uma ferramenta de conexão com uma energia que é bem maior.
É também possível que o tamanho de um corpo humano comparado a um universo seja irrelevante, ou que, talvez, eles mantenham a mesma importância e energia como o outro na existência do Criador. A minha missão é ajudá-los a pensar além de limites e limitações, de explorar a verdade, ao invés de assumir o que vocês vêem como o entendimento derradeiro. Vocês não podem confiar verdadeiramente em tudo o que vêem, sentem e experienciam na Terra, porque tudo é fabricado a partir dos seus pensamentos e pelos entendimentos de outros, bem como do seu universo. Confiar em si mesmo e na intuição dada através de vocês é sempre apropriado, pois novamente está conectado ao universo dentro de vocês, vindo de um ponto dentro de vocês onde uma cena mais ampla é visível.
Este é um conceito interessante para explorar, que talvez quanto mais profundamente nos conectarmos com as energias dentro de nós, mais ampla a nossa imagem e a de nossas realidades se tornarão. Portanto, quanto mais nos conectamos com as nossas próprias energias, mais se expande o universo dentro de nós, abrindo os nossos olhos para a verdade e a existência do Criador, bem como o nosso espaço neste grande universo. Já estabelecemos que o nosso espaço é manter o núcleo do universo dentro do nosso ser. Isto significa que estamos no centro do universo, se tudo está interligado e conectado como um? É o nosso lugar e propósito levarmos o núcleo do universo dentro de nós e nos tornarmos o núcleo do universo do Criador? Estas são questões interessantes e é a minha convicção de que a resposta a estas questões seja positiva, que este é o nosso propósito.
Como isto lhes parece?
Ao se conectarem dentro de vocês, vocês podem expandir o universo interior, criando uma imagem mais ampla, mas podem também se ligar ao seu propósito de se tornar unos com o universo do Criador. Estes são pensamentos que podem expandir a sua mente para os seus limites atuais e, então, mais além.
Com o universo dentro do seu corpo, vocês mantêm a energia e a consciência de tudo, de todos, de cada gotícula de luz, de cada vibração de sabedoria, de cada percurso passado, presente e futuro. Informações tão vastas são mantidas dentro do universo do Criador para que vocês acessem e compreendam. Isto significa que vocês são iguais a todos os outros, são unos com todos, são todas as encarnações, todas as energias já descobertas, se tornam tudo em todo o mundo e no Universo também.
Como isto lhes parece?
É difícil, eu sei, compreender verdadeiramente. Isto os torna um mero ponto no Oceano que é o Criador? Ou isto os torna o Criador em manifestação? Isto é para que vocês decidam através da exploração, mas a minha convicção é que vocês são ambos.
Assim, vocês têm um universo dentro de vocês: como ele é maravilhoso e como vocês são maravilhosos! Vocês estão conscientes de como a Terra surge do céu; permitam-se observar o universo dentro de vocês, de fora do seu ser. É semelhante à Terra, mas é muito maior, mais vibrante, mais colorido e bem mais rápido em vibração. Imaginem, sintam ou reconheçam que vocês podem ver o universo dentro de vocês, prestem atenção e o observem, como se estivessem observando uma bolha flutuando no ar.
Quando vocês param por um momento para reconhecer e observar as energias dentro de vocês, elas automaticamente começam a se conectar com as suas energias, fluindo como rios de luz em seu corpo e aura, espalhando a sua riqueza de informação e de consciência, para expandir mais plenamente o universo. Insights, iluminação e esclarecimento preenchem o seu coração e mente. Os rios compartilhando o universo do Criador, a sua luz e energia, se expandem para reverberar em sua realidade, assim o Universo do Criador se torna a sua realidade e o universo do Criador aumenta de tamanho. Se cada pessoa praticar isto, então o universo do Criador se torna verdadeiramente ativo e cresce para se tornar verdadeiramente magnífico.
Todos os níveis e velocidades de energia se fundem para se tornar um; toda a verdade está disponível, qualquer coisa é possível; vocês estão mantendo o universo do Criador dentro de vocês e projetando esta energia e sabedoria através de sua mente em sua realidade. Isto lhes dá muito poder? Isto coloca muita responsabilidade em seus ombros? Vamos expandir as nossas mentes ainda mais para analisar esta situação. Vocês mantêm o universo dentro de vocês, conectando-se mais com o universo, vocês se tornam o universo; conectando-se mais a sua realidade se torna o universo do Criador. Vocês estão no cerne desta energia; vocês estão criando o universo do Criador.
Como isto lhes parece?
Outras pessoas estão fazendo isto também; todos vocês estão ligados à energia essencial do universo do Criador e a manifestando como o dobro, o triplo, ou talvez até milhares de vezes do seu tamanho original. Imaginem isto por um momento: vocês perceberam o universo do Criador como além das limitações e extremamente expansivo e, entretanto, está dentro de vocês e vocês o estão ampliando em sua realidade, aumentando assim o seu tamanho e presença. Talvez o universo do Criador fosse ainda maior do que vocês pensavam? Ou talvez vocês estejam apenas vendo a cena maior do universo do Criador, por causa da sua conexão intensificada? Tudo isto são possibilidades. Estou lançando as perguntas em sua mente para expandir o processo de pensamento de sua mente e abri-la para a sua existência na Terra.
Através da minha comunicação eu também desejo que compreendam que vocês têm tudo o que desejam dentro de vocês e podem ancorá-lo em sua realidade. Qualidades, memórias, informações, tudo isto pode ser acessado a partir do universo do Criador e manifestado em sua realidade com uma simples intenção. Muitas pessoas não confiam em sua intuição porque elas pensam que são meros seres humanos, mas com a minha explicação, espero que eu os tenha encorajado a se conectarem e confiarem em sua própria intuição: isto acessará os rios de sabedoria, permitindo que eles fluam com maior poder em seu ser e realidade.
Eu também desejo que estejam cientes de que vocês mantêm a responsabilidade de não apenas criar o mundo, mas criar o universo do Criador. Vocês são uma parte importante e maravilhosa da cena maior, do plano divino; vocês são necessários e amados neste exato momento. Assim, talvez, vocês não sejam meros seres humanos, passando por uma mera vida humana; talvez vocês sejam muito mais do que isto, com responsabilidades que são bem maiores do que consideraram anteriormente.
O meu desejo não é o de trazer o medo a sua energia, mas ajudá-los a perceber a sua própria e magnífica verdade e como vocês estão no cerne de todas as mudanças que estão ocorrendo na Terra neste momento e dentro do universo do Criador. Vocês podem ficar dentro do meu ashram e contemplar as minhas palavras se o desejarem, mas então iremos ancorá-los novamente em sua realidade mais uma vez.
Foi uma grande alegria me conectar com as suas energias. Eu estou aqui sempre para ajudá-los e guiá-los.
Com amor sempre,
Lord Melquisedeque
Lord Melquisedeque, através de Natalie Glasson em 26 de junho de 2011
Fontes:
www.wisdomofthelight.com
Tradução: Regina Drumond
reginamadrumond@yahoo.com.br
http://amorporgaia.blogspot.com/
http://toquenaunidade.com.brhttp://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/
O ÍMÃ DA UNIDADE - SERAFIM
Por Serafim através de Rosie
30 de Junho de 2011 - 05:34:49 PM
Tradução: Agaceene
http://esperancaabundante.blogspot.com/
Mensagem 62: O ÍMÃ DA UNIDADE
29 de Junho de 2011
Rosie: Querido Serafim, senti-me estranhamente triste hoje (embora não haja nada de muito "errado") e me peguei bastante sensitiva. De certo modo ainda estou no bagaço, depois de uma longa viagem de carro de retorno pra casa, durante a qual pude observar belas paisagens, mas no final percebi que eu tinha pouca conexão essas paisagens. Tenho passado por estradas - uma camada de concreto me separando do chão da Terra - por muitas horas. Esta foi uma constatação chocante para mim. Agora, quando eu abro um armário de madeira ou de ando descalça em cima de um piso de tábua corrida, sinto que eu estou abrindo uma ferida em uma árvore, e quando pego uma cebola em meus dedos, sinto que tenho uma plantação inteira em minhas mãos. E quando eu toco em uma tigela de cerâmica ou em um pedaço de pedra, é como se estivesse sentindo o interior da Terra ...
Serafim: Sim, Querida: à medida que você passa longos períodos de isolamento com a natureza, tal como você tem passado recentemente, tua alma se torna cada vez mais desejosa dessa união com o todo e você vai desenvolvendo uma sensibilidade, que atualmente está bloqueada, para múltiplas sensações externas, ruídos e distrações. Esse ESTAR TRANQÜILO, ESTAR ALERTA, ESTAR CONSCIENTE dos movimentos das plantas e animais - ainda que sejam lentos em comparação com teus - pode lhe trazer equilíbrio e renovar o teu sentimento de admiração e completude.
Tua tristeza sem fim neste momento está relacionada com o sentimento de separação de algo da qual você é uma parte integrante - um complexo que funciona divinamente e que coordena as partículas que vocês definem, muito suavemente como "natureza", mas que pode ser melhor descrito como TUDO O QUE É, incluindo TUDO O QUE NÃO É, pois sem este aspecto negativo vocês não se sentiriam atraídos a se mover para este IMÃ DA UNIDADE. Ele atrai a todos em seu campo de influência, estejam vocês indo por vontade própria, com humildade e admiração, ou vocês sendo arrastados para lá gritando e esperneando como resultado de uma série de chamados a despertar. Vocês terão que se integrar no final, porque este é O ÚNICO CAMINHO QUE EXISTE.
Através de vossa percepção da beleza, através do vosso desejo de evoluírem para o belo, vocês podem coletivamente mudar a face do planeta, de uma face esburacada, quebrada e cimentada para um campo dourado de colheitas abundantes, para um playground com mentes férteis, livres, imaginativas e saudáveis vivendo em alegria.
E nós dizemos: tratem os animais como vossos entes queridos, vossos companheiros num paraíso futuro de paz, EXPRESSEM VOSSA GRATIDÃO POR CADA BATATA ANTES DE COMÊ-LA, POIS ELA É TAMBÉM UMA FILHA DESSES CAMPOS, DADA EM GENEROSIDADE PARA O VOSSO SUSTENTO. AGRADEÇAM CADA PEDAÇO DE MADEIRA, BARRO, PAPEL, PEDRA OU TECIDOS NATURAIS, SEMPRE QUE ELES TOCAREM A PONTA DE VOSSOS DEDOS, PORQUE SÃO PARTES DE VOCÊS MESMOS QUE DEVEM SER AMADOS E APRECIADOS.
Original: THE MAGNET OF UNITY
http:/abundanthope.net/pages/Rosie/THE-MAGNET-OF-UNITY.shtml
http://reino-de-nebadon.blogspot.com/
http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/
sexta-feira, 1 de julho de 2011
SOMOS TODOS UM - ZETICKIN DE ALFA CENTAURO
Serie: (70) A vida e os ensinamentos de Jesus - A ressurreição
Esta série foi extraída do Livro de Urântia. Os 77 capítulos, mais de 700 páginas, que ocupam um terço do livro, dão dia a dia, toda a vida de Jesus Cristo desde sua infância. Dão 16 vezes mais informações sobre a vida e os ensinamentos de Jesus do que a Bíblia. É o relato mais espiritual sobre Jesus até hoje escrito.

A RESSURREIÇÃO
Logo após o enterro de Jesus, na sexta-feira à tarde, o dirigente dos arcanjos de Nébadon, então presente em Urântia, convocou o seu conselho para a ressurreição das criaturas de vontade, adormecidas, e começou a fazer considerações sobre uma possível técnica de reconstituição de Jesus. Esses filhos reunidos do universo local, criaturas de Michael, realizaram isso sob a sua própria responsabilidade; Gabriel não os havia reunido. Por volta da meia-noite haviam chegado à conclusão de que a criatura nada poderia fazer para facilitar a ressurreição do Criador. Eles estavam dispostos a aceitar o conselho de Gabriel, que os instruíra para que, desde que Michael havia “dado a sua vida por seu livre-arbítrio, também teria o poder para retomá-la de novo de acordo com a sua própria determinação”. Pouco depois da suspensão desse conselho de arcanjos, Portadores da Vida e seus vários colaboradores, no trabalho de reabilitação da criatura e da criação moroncial, o Ajustador Personalizado de Jesus, estando no comando pessoal das hostes celestes, então reunidas em Urântia, naquela vigília ansiosa, disse estas palavras a todos:
“Nenhum de vós nada pode fazer para ajudar o vosso Criador-pai, no seu retorno à vida. Como um mortal deste reino, ele experimentou o falecimento dos mortais; como Soberano de um universo ele ainda vive. O que vós observais é o trânsito mortal de Jesus de Nazaré, da vida na carne para a vida na morôncia. O trânsito espiritual deste Jesus foi completado no momento em que eu me separei da sua personalidade e tornei-me o vosso diretor temporário. O vosso Criador-pai escolheu passar pela experiência inteira das suas criaturas mortais, desde o nascimento nos mundos materiais, da morte natural e da ressurreição da morôncia até o status de uma existência espiritual verdadeira. Estais observando uma certa fase dessa experiência, mas não podeis participar dela. As coisas que normalmente fazeis pela criatura, não podeis fazer pelo Criador. Um Filho Criador tem, dentro de si próprio, o poder de outorgar-se, à semelhança de quaisquer dos seus filhos criados; ele tem dentro de si o poder para dispor da sua vida observável e para retomá-la novamente; e tem esse poder pela via do comando direto do Pai do Paraíso, e eu sei do que estou falando.”
Quando ouviram o Ajustador Personalizado dizendo isso, todos eles assumiram uma atitude de expectativa ansiosa, desde Gabriel até o mais humilde querubim. Eles viram o corpo mortal de Jesus no sepulcro; detectaram evidências de atividades do seu amado Soberano, no universo; e, não compreendendo tais fenômenos, esperaram pacientemente pelo que sobreviria.
1. O TRÂNSITO MORONCIAL
Às duas e quarenta e cinco do domingo de manhã, a comissão de encarnação do Paraíso, formada por sete personalidades não identificadas do Paraíso, chegou ao local e imediatamente desmembrou-se em torno do sepulcro. Às duas horas e cinquenta minutos, vibrações intensas de atividades materiais e moronciais combinadas começaram a emanar do novo sepulcro de José, e às três horas e dois minutos, nessa manhã de domingo, 9 de abril do ano 30 d.C., a forma moroncial ressuscitada e a personalidade de Jesus de Nazaré saíram do sepulcro.
Depois de ressuscitado, Jesus emergiu do sepulcro; o corpo de carne no qual ele tinha vivido e trabalhado na Terra por quase trinta e seis anos ainda jazia lá no nicho do sepulcro, envolto no lençol de linho, exatamente como havia sido colocado, para descansar, por José e pelos seus amigos, na sexta-feira à tarde. Nem a pedra diante da entrada do sepulcro havia sido movida para nada; o selo de Pilatos permanecia intacto ainda; os soldados ainda estavam de guarda. Os guardiães do templo tinham estado em vigia contínua; a guarda romana havia sido mudada à meia-noite. Nenhum desses vigias suspeitava de que o objeto da sua vigia havia levantado-se em uma nova forma mais elevada de existência; e de que o corpo que eles estavam guardando agora não era senão um envelope exterior descartado que não tinha mais nenhuma ligação com a personalidade moroncial liberada e ressuscitada de Jesus.
A humanidade é lenta para perceber que, em tudo o que é pessoal, a matéria é o esqueleto da morôncia, e que ambos são uma sombra refletida da realidade espiritual que perdura. Quanto tempo haverá de passar até que vós considereis o tempo como a imagem em movimento da eternidade e o espaço como uma sombra fugaz das realidades do Paraíso?
Até onde podemos julgar, nenhuma criatura deste universo, nem personalidade alguma de outro universo, nada teve a ver com essa ressurreição moroncial de Jesus de Nazaré. Na sexta-feira ele entregou a sua vida como um mortal deste reino; no domingo de manhã, ele retomou-a, de novo, como um ser moroncial do sistema de Satânia em Norlatiadeque. Há muito sobre a ressurreição de Jesus que nós não compreendemos. Mas sabemos que ocorreu como declaramos e por volta da hora indicada. Podemos também registrar que todos os fenômenos conhecidos, relacionados com esse trânsito mortal, ou ressurreição moroncial, aconteceram exatamente ali no novo sepulcro de José, onde o material mortal de Jesus permanecia envolto em trajes mortuários.
Sabemos que nenhuma criatura do universo local participou desse despertar moroncial. Percebemos as sete personalidades do Paraíso em torno do sepulcro, mas não as vimos fazer nada para o despertar do Mestre. Tão logo Jesus apareceu ao lado de Gabriel, bem acima do sepulcro, as sete personalidades do Paraíso indicaram sobre a sua intenção de partir imediatamente para Uversa.
Esclareçamos definitivamente o conceito da ressurreição de Jesus fazendo as seguintes afirmações:
1. O seu corpo material ou físico não é uma parte da personalidade ressuscitada. Quando Jesus saiu do sepulcro, o seu corpo de carne permaneceu intacto no sepulcro. Ele emergiu da tumba sem mover as pedras diante da entrada e sem romper os selos de Pilatos.
2. Ele não emergiu do sepulcro como um espírito, nem como Michael de Nébadon; ele não apareceu na forma do Soberano Criador, tal como fora antes da sua encarnação à semelhança da carne mortal em Urântia.
3. Ele saiu do sepulcro de José na própria semelhança das personalidades moronciais daqueles que, como os seres moronciais ascendentes ressuscitados, emergem nas salas de ressurreição do primeiro mundo das mansões deste sistema local de Satânia. E a presença do monumento em memória de Michael, no centro do imenso pátio das salas de ressurreição de mansônia número um, leva-nos a conjecturar que a ressurreição do Mestre em Urântia foi de algum modo promovida a partir daquele que é o primeiro mundo das mansões do sistema.
O primeiro ato de Jesus, depois de levantar do sepulcro, foi o de saudar Gabriel e instruí-lo a continuar na função de executivo dos assuntos do universo entregue a Emanuel e, então, solicitou ao dirigente dos Melquisedeques que transmitisse a sua saudação fraternal a Emanuel. Pediu ao Altíssimo de Edêntia pela autorização dos Anciães dos Dias para o seu trânsito mortal; e, voltando-se para os grupos moronciais, dos sete mundos das mansões, aqui reunidos para saudar e dar as boas-vindas ao seu Criador, como criatura da sua própria ordem, Jesus disse as primeiras palavras da sua carreira pós-mortal. Disse o Jesus moroncial: “Tendo terminado a minha vida na carne, permanecerei aqui por um breve período na forma transitória para que eu possa conhecer melhor, e mais completamente, a vida das minhas criaturas ascendentes e para que em seguida eu revele a vontade do meu Pai no Paraíso”.
Depois de haver falado, Jesus sinalizou para o Ajustador Personalizado, e para todas as inteligências do universo, reunidas em Urântia para presenciar a ressurreição, a fim de que fossem imediatamente despachadas para atender aos seus respectivos compromissos no universo.
Jesus começava agora os contatos de nível moroncial, sendo apresentado, como criatura, aos requisitos da vida que ele tinha escolhido viver por um curto tempo em Urântia. Essa iniciação ao mundo moroncial necessitou de um período de mais de uma hora do tempo terreno e foi por duas vezes interrompida pelo seu desejo de comunicar-se com as suas antigas companheiras na carne, quando elas vieram de Jerusalém para espiar com admiração dentro do sepulcro vazio e descobrir o que consideraram uma evidência da sua ressurreição.
E agora se completa o trânsito mortal de Jesus – a ressurreição moroncial do Filho do Homem. E tem início a experiência transitória do Mestre, como personalidade a meio caminho entre o material e o espiritual. E a tudo isso ele faz por meio do poder inerente a si próprio; nenhuma personalidade prestou-lhe qualquer assistência. Agora vive como Jesus moroncial e na medida em que começa essa vida moroncial, o corpo material da sua carne está lá, exatamente como antes, na tumba. Os soldados continuavam de guarda e o selo do governador nas pedras ainda não havia sido rompido.
2. O CORPO MATERIAL DE JESUS
Às três e dez, enquanto o Jesus ressuscitado se confraternizava com as personalidades moronciais reunidas, vindas dos sete mundos das mansões de Satânia, o dirigente dos arcanjos – anjos da ressurreição – aproximou-se de Gabriel e pediu-lhe o corpo mortal de Jesus. E o dirigente dos arcanjos disse: “Podemos não participar da ressurreição moroncial da experiência de auto-outorga de Michael, nosso soberano, mas gostaríamos de ter os seus restos mortais sob a nossa custódia para dissolução imediata. Não nos propomos empregar a nossa técnica de desmaterialização; meramente queremos invocar o processo do tempo acelerado. Suficiente para nós já é havermos visto o Soberano viver e morrer em Urântia; as hostes dos céus seriam poupadas da recordação de ter de suportar a visão da degradação lenta da forma humana do Criador e Sustentador de um universo. Em nome das inteligências celestes de todo o Nébadon, peço um mandato dando a mim a custódia do corpo mortal de Jesus de Nazaré e o poder de procedermos à sua dissolução imediata”.
E após Gabriel e o decano Altíssimo de Edêntia conferenciarem, foi dada ao porta-voz dos arcanjos das hostes celestes a permissão para que ele dispusesse dos restos físicos de Jesus como julgasse conveniente.
Depois de ser-lhe concedido esse pedido, o dirigente dos arcanjos convocou para ajudá-lo muitos dos seus companheiros, junto com uma numerosa hoste de representantes de todas as ordens de personalidades celestes e então, com o auxílio das criaturas intermediárias de Urântia, eles deram prosseguimento à tomada de posse do corpo físico de Jesus. Esse corpo de morte era uma criação puramente material; era físico e real; não poderia ser removido do sepulcro, como havia sido removida a forma moroncial da ressurreição, escapando do selo sepulcral. Com a ajuda de algumas personalidades moronciais auxiliares, a forma moroncial, em um momento, pode se fazer como espírito, de um modo tal que se torne indiferente à matéria comum, enquanto em um outro momento ela pode tornar-se discernível e contatável para os seres materiais, como os mortais deste reino.
Enquanto eles se preparavam para remover o corpo de Jesus do sepulcro, antes de dispor dele de um modo preparatório de modo a dar-lhe uma dissolução quase instantânea condigna e de modo reverente, foi designado às criaturas secundárias de Urântia que rolassem as pedras afastando-as da entrada da tumba. A maior dessas duas pedras era circular e imensa, muito semelhante a uma roda de moinho que se movia em um sulco marcado na rocha, de um modo tal que podia ser rolada para frente e para trás, a fim de abrir ou fechar a tumba. Quando os guardas judeus vigilantes e os soldados romanos, sob a luz escassa na madrugada, viram essa imensa pedra começar a rolar saindo da entrada do sepulcro, aparentemente por si mesma – sem quaisquer meios visíveis a explicar esse movimento –, eles foram tomados pelo medo e pelo pânico e correram, abandonando depressa o local. Os judeus correram para as suas casas, voltando depois para reportar o acontecido ao seu capitão no templo. Os romanos correram para a fortaleza de Antônia e contaram o que haviam visto ao centurião, tão logo ele chegou ao seu posto.
Os líderes judeus começaram uma sórdida operação para livrar-se supostamente de Jesus oferecendo subornos ao traidor Judas, e agora, ao defrontar-se com essa situação embaraçosa, em vez de pensar em punir os guardas por desertarem do seu posto, recorreram ao expediente de subornar esses guardas e os soldados romanos. Pagaram a cada um desses vinte homens uma quantia em dinheiro e instruíram-nos a dizer a todos: “Enquanto dormíamos durante a noite, os seus discípulos precipitaram-se sobre nós e levaram o corpo”. E os líderes judeus fizeram promessas solenes aos soldados de defendê-los perante Pilatos, caso chegasse ao conhecimento do governador que eles haviam aceitado um suborno.
A crença cristã na ressurreição de Jesus tem sido baseada no fato do “sepulcro vazio”. Foi real e verdadeiramente um fato que o sepulcro estivesse vazio, mas essa não é a verdade da ressurreição. A tumba estava real e verdadeiramente vazia quando os primeiros crentes chegaram, mas esse fato, associado ao da indubitável ressurreição do Mestre, levou à formulação de uma crença que não era verdadeira: o ensinamento de que o corpo material e mortal de Jesus levantou-se da cova. A verdade relacionada às realidades espirituais e aos valores eternos nem sempre pode ser deduzida de uma combinação de fatos aparentemente reais. Ainda que os fatos individualmente possam ser materialmente verdadeiros, não significa que a conjunção de um agrupamento de fatos deva necessariamente conduzir a conclusões espiritualmente verdadeiras.
O sepulcro de José estava vazio, não porque o corpo de Jesus haja se recuperado ou ressuscitado, mas porque as hostes celestes tiveram o seu pedido concedido, o pedido de dar a ele uma dissolução especial e única, um retorno do “pó ao pó”, sem a intervenção das demoras do tempo e sem a operação dos processos ordinários e visíveis de decadência mortal e de decomposição material.
Os restos mortais de Jesus passaram pelo mesmo processo natural de desintegração dos seus elementos que é característica comum a todos os corpos humanos na Terra, exceto que, do ponto de vista do tempo, esse modo natural de dissolução foi violentamente acelerado, apressado, chegando até mesmo a ser quase instantâneo.
As verdadeiras evidências da ressurreição de Michael são espirituais, pela sua natureza, ainda que esse ensinamento seja corroborado pelo testemunho de muitos mortais do reino, que se encontraram, reconheceram e comungaram com o Mestre ressuscitado na forma moroncial. Ele tornou-se parte da experiência pessoal de quase mil seres humanos, antes de finalmente deixar Urântia.
3. A RESSURREIÇÃO DISPENSACIONAL
Pouco depois das quatro e meia na manhã desse domingo, Gabriel convocou os arcanjos até perto de si e preparou-se para inaugurar a ressurreição geral de terminação da dispensação Adâmica em Urântia. Quando a vasta hoste de serafins e de querubins, envolvida nesse grande acontecimento, encontrava-se organizada em formação apropriada, o Michael moroncial apareceu diante de Gabriel, dizendo: “Do mesmo modo que o meu Pai tem vida em Si próprio, ele a deu ao Filho para que tivesse vida em si próprio. Embora eu não tenha ainda reassumido plenamente o exercício da jurisdição do universo, essa limitação auto-imposta de nenhum modo restringe o outorgamento da vida aos meus filhos adormecidos, que tenha, pois, início o chamado da lista de ressurreição do planeta”.
O circuito dos arcanjos, então, operou pela primeira vez a partir de Urântia. Gabriel e a hoste de arcanjos transportaram-se ao local da polaridade espiritual do planeta; e, quando Gabriel deu o sinal, foi transmitida ao primeiro mundo das mansões do sistema a voz de Gabriel, dizendo: “Por mandato de Michael, que levantem os mortos de uma dispensação de Urântia!” Então todos os sobreviventes das raças humanas de Urântia, que haviam estado adormecidos desde os dias de Adão, e que não tinham ainda ido a julgamento, apareceram nas salas de ressurreição de mansônia, prontos para a sua investidura moroncial. E em um instante de tempo os serafins e os seus colaboradores estavam prontos para partir em direção aos mundos das mansões. Normalmente esses guardiães seráficos, anteriormente designados à custódia grupal desses mortais sobreviventes, teriam estado presentes no momento do seu despertar nas salas de ressurreição de mansônia, mas eles estavam neste mundo, nesse momento, por causa da necessidade aqui, da presença de Gabriel, relacionada com a ressurreição moroncial de Jesus.
Não obstante haver inúmeros indivíduos que, tendo guardiães seráficos pessoais e tendo atingido o nível requerido de progresso da personalidade espiritual, foram para mansônia durante as idades posteriores ao tempo de Adão e Eva e, ainda que tenha havido muitas ressurreições especiais e milenares dos filhos de Urântia, esta era a terceira lista de chamada planetária, ou seja, a que completava a lista de ressurreições dispensacionais. A primeira ocorreu na época da chegada do Príncipe Planetário; a segunda, durante a época de Adão; e esta, a terceira, que assinalava a ressurreição moroncial, o trânsito mortal, de Jesus de Nazaré.
Quando o sinal da ressurreição planetária foi recebido pelo dirigente dos arcanjos, o Ajustador Personalizado do Filho do Homem renunciou à sua autoridade sobre as hostes celestes reunidas em Urântia, transferindo todos esses filhos do universo local, de volta para as jurisdições dos seus respectivos comandantes.
E após fazer isso ele partiu para Sálvington a fim de registrar com Emanuel o fim completo do trânsito mortal de Michael. E foi seguido imediatamente por toda a hoste celeste que não estava requisitada para servir em Urântia. Mas Gabriel permaneceu em Urântia com o Jesus moroncial.
E é esse o relato dos acontecimentos da ressurreição de Jesus, segundo foram vistos por aqueles que os presenciaram, como realmente ocorreram, livres das limitações da visão humana, parcial e restrita.
4. A DESCOBERTA DA TUMBA VAZIA
Nesse domingo de madrugada, tendo em vista que nos aproximávamos da hora da ressurreição de Jesus, deve ser relembrado que os dez apóstolos encontravam-se hospedados na casa de Elias e Maria Marcos, onde dormiam na sala de cima, descansando nos mesmos leitos em que se reclinaram quando da Última Ceia com o seu Mestre. Nesse domingo, pela manhã, estavam todos reunidos lá, exceto Tomé. Tendo estado com eles por uns poucos minutos, quando se reuniram no sábado até tarde da noite, era demais para Tomé ver os apóstolos e, mais ainda, suportar o pensamento do que tinha acontecido a Jesus. Ele deu uma olhada nos seus companheiros e imediatamente deixou a sala, indo para a casa de Simão, em Betfagé, onde contava poder afundar-se no abismo da própria tristeza a sós. Todos os apóstolos sofriam, nem tanto pela dúvida e desespero quanto pelo temor, a pena e a vergonha.
Na casa de Nicodemos reuniram-se, com Davi Zebedeu e José de Arimatéia, entre doze e quinze dos discípulos de Jesus, dos mais proeminentes de Jerusalém. Na casa de José de Arimatéia achavam-se entre quinze e vinte das principais mulheres crentes. E essas mulheres encontravam-se na casa de José, sozinhas, e, como haviam estado juntas durante as horas do dia de sábado e na noite seguinte, permaneciam sem saber da guarda militar de vigia no sepulcro; e tampouco sabiam que uma segunda pedra havia sido rolada na frente da tumba; nem que ambas as pedras tinham sido colocadas sob o selo de Pilatos.
Um pouco antes das três horas, nesse domingo de manhã, quando os primeiros sinais do dia começaram a surgir no lado leste, cinco daquelas mulheres partiram para a tumba de Jesus. Elas haviam preparado uma boa quantidade de loções balsâmicas especiais, e levavam consigo muitas bandagens de linho. O seu propósito era preparar melhor o corpo de Jesus, com os ungüentos fúnebres, envolvendo-o cuidadosamente com novas bandagens.
As mulheres que saíram para a missão de ungir o corpo de Jesus foram as seguintes: Maria Madalena, Maria, a mãe dos gêmeos Alfeus, Salomé, a mãe dos irmãos Zebedeus, Joana, a mulher de Cuza, e Susana, a filha de Ezra de Alexandria.
Eram cerca de três e meia quando as cinco mulheres, carregadas com os seus ungüentos, chegaram diante da tumba vazia. Enquanto passavam pelo portão de Damasco, elas encontraram inúmeros soldados correndo para a cidade, relativamente tomados de pânico; e isso as levou a parar por uns poucos minutos; mas, vendo que nada mais acontecia, retomaram a sua caminhada.
E ficaram muito surpresas ao ver a pedra rolada para fora da entrada do sepulcro pois até, enquanto estavam vindo, entre si, chegaram a dizer: “Quem nos ajudará a rolar a pedra?” Então elas puseram a sua carga no chão e começaram a olhar umas para as outras, temerosas e em grande espanto. Enquanto estavam ali de pé, atônitas, tremendo de medo, Maria Madalena aventurou-se a contornar a pedra menor e ousou entrar no sepulcro aberto. Essa tumba de José ficava no seu jardim, nas colinas, do lado leste da estrada, e também dava face para o lado leste. A essa hora, apenas a luz da madrugada de um novo dia permitiu a Maria ver o local onde o corpo do Mestre havia sido colocado e discernir que ele não mais estava ali. No recesso da pedra, onde haviam deitado Jesus, Maria viu apenas o pano dobrado, em que a sua cabeça estivera repousando e as bandagens, com as quais havia sido envolto, todas intactas e dispostas sobre a pedra, tal qual estiveram antes de as hostes celestes haverem levado o corpo. O lençol que o cobria encontrava-se aos pés do nicho fúnebre.
Depois de permanecer na entrada da tumba por uns poucos momentos (ela não havia visto nada claramente, tão logo entrara na tumba), Maria viu que o corpo de Jesus não se encontrava lá e que no seu lugar estavam apenas alguns tecidos fúnebres, e ela soltou um grito de alarme e angústia. Todas a mulheres ficaram extremamente nervosas; tinham estado nos seus limites de tensão desde que encontraram os soldados em pânico na entrada da cidade e, quando Maria soltou o grito de angústia, elas ficaram aterrorizadas e saíram dali mais do que depressa. E não pararam até que tivessem percorrido todo o caminho, até o portão de Damasco. Nesse momento Joana deu por si, de que elas tinham abandonado Maria; e reuniu as suas companheiras para voltarem ao sepulcro.
À medida que se aproximaram do sepulcro, a amedrontada Madalena, que ainda mais aterrorizada ficara quando não encontrou as suas irmãs esperando por ela, ao sair da tumba, agora corria para elas, exclamando agitadamente: “Ele não está lá – levaram-no embora!” E ela as conduziu de volta ao sepulcro; e todas entraram e viram que estava vazio.
Todas as cinco mulheres então se sentaram na pedra próxima da entrada para conversarem sobre a situação. Ainda não lhes havia ocorrido que Jesus havia ressuscitado. Haviam permanecido sozinhas e isoladas todo o sábado; e então conjecturaram que o corpo pudesse haver sido removido para outro local de descanso. Mas, quando elas refletiram sobre tal solução para o seu dilema, não conseguiram explicação para o fato de os tecidos funerais estarem tão arrumados; como poderia o corpo ter sido removido, já que as próprias bandagens, nas quais estivera envolto, tinham sido deixadas na mesma posição e aparentemente intactas na prateleira mortuária?
Enquanto essas mulheres estavam sentadas ali, durante aqueles momentos da madrugada desse novo dia, elas viram a um canto um vulto estranho, calado e imóvel. Por um momento ficaram de novo amedrontadas, mas Maria Madalena, correndo até lá e dirigindo-se a ele como se fosse o jardineiro, disse: “Para onde tu levaste o Mestre? Onde o puseram? Dize-nos para que possamos ir lá buscá-lo”. Quando o estranho não respondeu a Maria, ela começou a chorar. Então Jesus falou a elas, dizendo: “A quem procurais?” Maria disse: “Procuramos por Jesus, que foi colocado para descansar na tumba de José, mas ele se foi. Sabes para onde o levaram?” Então Jesus disse: “E esse Jesus não vos disse, na Galiléia mesmo, que morreria, mas que se levantaria novamente?” Essas palavras assombraram as mulheres, mas o Mestre estava tão mudado que elas ainda não o reconheceram, de costas que estava para a escassa luz. E enquanto elas pesavam as suas palavras, ele dirigiu-se a Madalena com uma voz familiar, dizendo: “Maria”. E quando então ouviu essa palavra, dita com uma compaixão tão bem conhecida e em saudação afetuosa, ela soube que era a voz do Mestre; e, correndo, ajoelhou-se aos seus pés, ao mesmo tempo em que exclamava: “Meu Senhor, e meu Mestre!” E todas as outras mulheres reconheceram que era o Mestre que estava diante delas na forma glorificada, e depressa se ajoelharam diante dele.Esses olhos humanos tornaram-se capazes de ver a forma moroncial de Jesus mediante a ministração especial dos transformadores e das criaturas intermediárias em conjunção com algumas das personalidades moronciais que então acompanhavam Jesus.
Quando Maria tentou abraçar os seus pés, Jesus disse: “Não me toques, Maria, pois eu não sou mais como tu me conheceste na carne. Nesta forma eu permanecerei convosco, por uma temporada, antes de ascender ao Pai. Mas agora ide, todas vós, e dizei aos meus apóstolos – e a Pedro – que eu ressuscitei, e que vós já falastes comigo”.
Após recuperarem-se do choque de um tal assombro, essas mulheres apressaram-se de volta à cidade, indo para a casa de Elias Marcos, onde contaram aos dez apóstolos tudo o que lhes havia acontecido; mas os apóstolos não ficaram inclinados a acreditar nelas. A princípio pensaram que as mulheres haviam tido uma visão, mas quando Maria Madalena repetiu as palavras com as quais Jesus tinha dirigido-se a elas, e, quando Pedro ouviu o seu nome ser pronunciado, ele correu para fora da sala de cima, seguido por João, em grande pressa para chegar ao sepulcro e ver essas coisas por si próprio.
As mulheres repetiram a história daquela conversa com Jesus para os outros apóstolos, mas eles não acreditariam, e não iriam ver por si próprios, como o haviam feito Pedro e João.
5. PEDRO E JOÃO NA TUMBA
Enquanto os dois apóstolos corriam para o Gólgota até a tumba de José, os pensamentos de Pedro alternavam-se entre medo e esperança; ele temia encontrar o Mestre, mas a sua esperança era estimulada pela história de que Jesus havia mandado uma palavra especial para ele. E ele achava-se quase persuadido de que Jesus estava realmente vivo; relembrou-se da sua promessa de que ressuscitaria no terceiro dia. Por mais estranho que pudesse parecer, essa promessa não havia sido lembrada por Pedro, desde a crucificação até este momento, em que ele corria para o norte, atravessando Jerusalém. À medida que João apressadamente saía da cidade, um estranho êxtase feito de júbilo e de esperança inundava a sua alma. Ele estava quase convencido de que aquelas mulheres realmente haviam visto o Mestre ressuscitado.
João, sendo mais jovem do que Pedro, ultrapassou-o e chegou primeiro à tumba. João permaneceu junto à entrada, olhando para dentro da tumba, que estava exatamente como Maria a havia descrito. Logo Simão Pedro chegou correndo e, entrando, viu a mesma tumba vazia com as mortalhas arrumadas de um modo peculiar. Quando Pedro saiu, João entrou e igualmente viu tudo por si próprio; e, então, sentaram-se na pedra para refletir sobre o que significava tudo o que eles haviam visto e ouvido. E enquanto estavam sentados lá, reviraram por completo nas suas mentes o que havia sido dito a eles sobre Jesus, mas não conseguiam perceber claramente o que havia acontecido.
Inicialmente Pedro sugeriu que a tumba houvesse sido saqueada, que inimigos houvessem roubado o corpo, talvez subornando os guardas. Mas João ponderou que a tumba não teria sido deixada tão arrumada se o corpo tivesse sido roubado, e também levantou a questão de como as bandagens puderam ser deixadas para trás, e aparentemente tão intactas. E de novo ambos voltaram à tumba para examinar mais de perto as mortalhas. Quando saíam da tumba pela segunda vez, eles encontraram Maria Madalena que retornara e chorava diante da entrada. Maria tinha ido até os apóstolos acreditando que Jesus se havia levantado-se da cova, mas quando todos recusaram-se a acreditar no que ela contava, ficou deprimida e em desespero. Queria voltar para junto da tumba, onde ela pensou haver ouvido a voz familiar de Jesus.Enquanto Maria permanecia ali, depois de Pedro e João terem ido embora, de novo o Mestre apareceu para ela, dizendo: “Não fiques em dúvida; tem a coragem de crer no que viste e ouviste. Volta aos meus apóstolos e de novo dize a eles que eu ressuscitei, que eu aparecerei para eles e que logo irei ter com eles na Galiléia como prometi”.
Maria apressou-se a voltar à casa de Marcos e disse aos apóstolos que novamente havia ela conversado com Jesus, mas eles não acreditariam nela. E quando Pedro e João voltaram, eles pararam de ridicularizá-la e ficaram cheios de temor e de apreensão.
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Serie: (71) A vida e os ensinamentos de Jesus - AS APARIÇÕES MORONCIAIS DE JESUS
Esta série foi extraída do Livro de Urântia. Os 77 capítulos, mais de 700 páginas, que ocupam um terço do livro, dão dia a dia, toda a vida de Jesus Cristo desde sua infância. Dão 16 vezes mais informações sobre a vida e os ensinamentos de Jesus do que a Bíblia. É o relato mais espiritual sobre Jesus até hoje escrito.

AS APARIÇÕES MORONCIAIS DE JESUS
O Jesus ressuscitado prepara-se agora para passar um curto período de tempo em Urântia, com o propósito de experienciar a carreira moroncial ascendente de um mortal dos reinos. Ainda que esse período de vida moroncial esteja para ser passado neste mundo da sua encarnação mortal, sob todos os pontos de vista, porém, ele será equivalente à contraparte da experiência dos mortais do sistema de Satânia. os quais passam pela vida moroncial progressiva nos sete mundos das mansões de Jerusém.
Todo esse poder que é inerente a Jesus – o dom da vida –, e o capacitou a ressuscitar dos mortos; é a dádiva mesma da vida eterna que ele outorga aos crentes dos reinos e que assegura, ainda agora, a sua ressurreição dos vínculos da morte natural.
Os mortais dos reinos levantar-se-ão na manhã da ressurreição com o mesmo tipo de corpo de transição, ou moroncial, que Jesus teve quando se levantou da tumba naquela manhã de domingo. Esses corpos não têm sangue circulando, e tais seres não se servem de alimentos materiais comuns; contudo, essas formas moronciais são reais. Quando os vários crentes viram Jesus, depois da sua ressurreição, eles realmente o viram; não foram logrados por ilusões, visões ou alucinações.
Uma fé inquebrantável na ressurreição de Jesus foi a característica cardinal da fé em todas as ramificações do ensinamento inicial do evangelho. Em Jerusalém, na Alexandria, na Antióquia e na Filadélfia, todos os educadores do evangelho uniram-se nesta fé implícita na ressurreição do Mestre.
Ao examinarmos o papel proeminente de Maria Madalena, ao proclamar a ressurreição do Mestre, deveria ficar registrado que Maria era a porta-voz principal para o corpo de mulheres, como Pedro o foi para os apóstolos. Não era uma dirigente das mulheres que trabalhavam para o Reino, mas era a sua instrutora principal e sua porta-voz para o público. Maria tornou-se uma mulher muito circunspecta, de tal modo que a sua ousadia ao falar com um homem, a quem ela considerou como sendo o jardineiro de José, apenas indica o quão aterrorizada ficou por haver encontrado a tumba vazia. Foram a profundidade e a agonia do seu amor e a plenitude da sua devoção, que a levaram a esquecer, por um momento, a convenção que impunha a proibição à mulher judia de abordar um homem estranho.
1. OS ARAUTOS DA RESSURREIÇÃO
Os apóstolos não queriam que Jesus os deixasse; por isso não deram importância a todas as suas afirmações sobre a própria morte, nem às suas promessas de ressuscitar. Eles não estavam esperando a ressurreição do modo como ela veio e recusaram-se a acreditar nela que se confrontassem compulsivamente com a evidência irrefutável e com a prova absoluta das suas próprias experiências.
Quando os apóstolos se recusaram a crer naquilo que as cinco mulheres relataram, quanto a terem visto e falado com Jesus, elas se retiraram: Maria Madalena voltou ao sepulcro e as outras foram de volta para a casa de José, onde estas últimas contaram a sua experiência para a filha dele e às outras mulheres. E as mulheres acreditavam naquilo que ouviam. Pouco depois das seis horas, a filha de José de Arimatéia e as quatro mulheres que haviam visto Jesus seguiram para a casa de Nicodemos, e ali relataram todos esses acontecimentos a José, a Nicodemos, a Davi Zebedeu e aos outros homens reunidos lá. Nicodemos e os outros duvidaram da sua história, duvidaram de que Jesus houvesse ressuscitado dos mortos; e conjecturavam se os judeus não teriam removido o corpo. José e Davi estavam dispostos a acreditar no que ouviram, tanto que se apressaram a sair e inspecionar a tumba; e encontraram tudo exatamente como as mulheres haviam descrito. E foram os últimos a ver o sepulcro assim, pois o sumo sacerdote enviou o capitão dos guardas do templo para a tumba, às sete horas e trinta minutos, a fim de retirar de lá as mortalhas. O capitão enrolou-as todas no lençol de linho e atirou-as dentro de um precipício próximo.
Do sepulcro, Davi e José foram imediatamente para a casa de Elias Marcos, onde se mantiveram em conferência com os dez apóstolos na sala de cima. Apenas João Zebedeu se achava disposto a acreditar, ainda que vagamente, que Jesus houvesse ressuscitado dos mortos. Pedro acreditou a princípio, mas, quando não encontrou o Mestre, caiu em dúvida profunda. Estavam todos dispostos a acreditar que os judeus haviam retirado o corpo de lá. Davi não argumentaria com eles, mas, quando saiu, ele disse: “Vós sois os apóstolos e devíeis compreender essas coisas. Não discutirei convosco; contudo, volto agora para a casa de Nicodemos, onde marquei de me reunir com os mensageiros esta manhã, e, quando eles estiverem reunidos, eu os enviarei para a sua última missão, como arautos da ressurreição do Mestre. Eu ouvi o Mestre dizer que, depois de morrer, ele iria ressuscitar ao terceiro dia, e eu creio nele”. E assim falando aos deprimidos e abandonados embaixadores do Reino, esse chefe autoconvocado da comunicação e da informação despediu-se dos apóstolos. Quando saía da sala de cima, ele deixou a bolsa de Judas, contendo todos os fundos apostólicos, no colo de Mateus Levi.
Eram aproximadamente nove horas e trinta minutos quando o último dos vinte e seis mensageiros de Davi chegou à casa de Nicodemos. Davi prontamente os reuniu no espaçoso pátio e disse-lhes:
“Homens e irmãos, durante todo esse tempo, vós tendes servido a nós, de acordo com um juramento feito a mim e a vós próprios, uns aos outros; e eu vos conclamo a testemunhar que nunca antes coloquei informação falsa nas vossas mãos. Estou a ponto de enviar-vos para a vossa última missão, como mensageiros voluntários do Reino e, assim fazendo, eu vos libero dos vossos juramentos e dissolvo o corpo de mensageiros. Homens, eu declaro a vós que terminamos nosso trabalho. O Mestre não mais tem necessidade de mensageiros mortais; ele ressuscitou dos mortos. Ele nos disse, antes de o haverem prendido, que iria morrer e que levantaria de novo ao terceiro dia. Eu vi a tumba – está vazia. Conversei com Maria Madalena e quatro outras mulheres que falaram com Jesus. Agora eu desfaço este grupo, me despeço de vós e vos envio para as vossas respectivas tarefas; e a mensagem que devereis levar aos crentes é: ‘Jesus ressuscitou dos mortos; a tumba está vazia’”.
A maioria daqueles que estavam presentes trataram de persuadir Davi a não fazer isso. Mas não conseguiram influenciá-lo. Então procuraram dissuadir os mensageiros, mas estes não deram ouvidos às palavras de dúvida. E assim, pouco antes das dez horas da manhã desse domingo, esses vinte e seis corredores saíram como os primeiros arautos do poderoso fato verdadeiro do Jesus ressuscitado. E eles começaram essa missão como haviam iniciado tantas outras, cumprindo o seu juramento feito junto a Davi Zebedeu e entre eles próprios. Esses homens depositavam uma grande confiança em Davi. Partiram para essa tarefa sem ao menos parar para falar com aqueles que haviam visto Jesus; pois eles acreditaram o suficiente na palavra de Davi. A maioria deles confiava no que Davi lhes havia dito e, mesmo aqueles que duvidavam, de algum modo, levaram a mensagem com a mesma certeza e com a mesma rapidez.
Os apóstolos, do corpo espiritual do Reino, nesse dia, estavam reunidos na sala de cima, onde manifestavam temor e expressavam dúvidas, enquanto aqueles leigos, representando a primeira tentativa de socialização do evangelho do Mestre, pela irmandade dos homens, sob as ordens do seu destemido e eficiente líder, corriam para proclamar o Salvador, ressuscitado, de um mundo e de um universo. E eles engajaram-se nesse serviço memorável, antes mesmo que os seus representantes escolhidos se mostrassem dispostos a acreditar na sua palavra ou a aceitar as provas das testemunhas.
Esses vinte e seis mensageiros foram despachados para a casa de Lázaro, na Betânia, e para todos os centros dos crentes, de Berseba, no sul de Damasco, Sidom, ao norte, e de Filadélfia, no leste, até Alexandria, no oeste.
Quando Davi deixou os seus irmãos, foi até a casa de José em busca da sua mãe; os dois então seguiram até a Betânia, para juntarem-se à família de Jesus, que os aguardava. Davi hospedou-se com Marta e Maria, na Betânia, até que elas se desfizessem das suas posses terrenas; e depois ele as acompanhou em sua viagem para unirem-se ao seu irmão, Lázaro, na Filadélfia.
Cerca de uma semana depois, João Zebedeu levou Maria, a mãe de Jesus, até a sua casa em Betsaida. Tiago, o irmão mais velho de Jesus, permaneceu com a sua família em Jerusalém. Rute ficou na Betânia com as irmãs de Lázaro. O restante da família de Jesus voltou para a Galiléia. Davi Zebedeu saiu da Betânia com Marta e Maria, indo para a Filadélfia, no princípio de junho, no dia seguinte ao do seu casamento com Rute, a irmã mais nova de Jesus.
2. AS APARIÇÕES DE JESUS NA BETÂNIA
Da época da ressurreição moroncial até a hora da sua ascensão espiritual às alturas, Jesus fez dezenove aparições isoladas, na forma visível, para os seus crentes na Terra. Ele não apareceu para os seus inimigos, nem para aqueles que não poderiam fazer um uso espiritual da sua manifestação na forma visível. A sua primeira aparição foi para as cinco mulheres no sepulcro; a sua segunda, para Maria Madalena, também no sepulcro.
A terceira aparição ocorreu por volta do meio-dia nesse domingo, na Betânia. Pouco depois do meio-dia, Tiago, o irmão mais velho de Jesus, estava no jardim de Lázaro, de pé, diante da tumba vazia do irmão ressuscitado de Marta e Maria, repassando na sua mente as novidades trazidas uma hora atrás, pelo mensageiro de Davi. Tiago inclinava-se a acreditar sempre na missão do seu irmão mais velho na Terra, mas havia muito tempo que perdera o contato com o trabalho de Jesus e, assim, tinha deixado dominar-se por graves incertezas sobre as últimas afirmações dos apóstolos, de que Jesus era o Messias. Toda a família estava estupefata e bastante confundida com as notícias trazidas pelo mensageiro. E, quando Tiago ainda encontrava-se diante da tumba vazia de Lázaro, Maria Madalena chegou e, sobressaltada, relatou à família as suas experiências daquela madrugada no sepulcro de José. Antes que ela tivesse terminado, chegaram Davi Zebedeu e sua mãe. Rute acreditou, é claro, nesse relato, e também Judá, depois de conversar com Davi e Salomé.
Nesse meio tempo, quando procuraram por Tiago, e antes de encontrarem-no, enquanto permanecia ali no jardim próximo da tumba, Tiago apercebeu-se de uma presença próxima, como se alguém tivesse tocado no seu ombro; e, quando ele voltou-se para olhar, pôde ver a aparição gradual de uma estranha forma ao seu lado. Ele ficou por demais atônito para falar e amedrontado demais para fugir. E então a estranha forma expressou-se com estas palavras: “Tiago, vim com a finalidade de chamar-te para o serviço do Reino. Dá as tuas mãos sinceramente aos teus irmãos e segue os meus passos". Quando Tiago ouviu o seu nome sendo pronunciado, ele soube que era o seu irmão mais velho, Jesus, que se dirigia a ele. Todas as pessoas apresentavam dificuldades, maiores ou menores, para reconhecer a forma moroncial do Mestre, mas poucos encontravam dificuldade para reconhecer a sua voz e identificar, de algum outro modo, a sua encantadora personalidade, uma vez que ele houvesse começado a comunicar-se com eles.
Quando Tiago percebeu que Jesus estava dirigindo-se a ele, quase caiu de joelhos, exclamando: “Meu pai e meu irmão”; mas Jesus solicitou-lhe que ficasse de pé enquanto ele lhe falava. E caminharam pelo jardim conversando por quase três minutos; falaram sobre as experiências de tempos atrás e anteciparam os acontecimentos do futuro próximo. À medida que se aproximaram da casa, Jesus disse: “Adeus, Tiago, até quando eu os vir a todos juntos”.
Tiago correu para a casa, enquanto eles o procuravam em Betfage, exclamando: “Acabo de ver Jesus e de falar com ele, até mesmo conversei com ele. Não está morto; ele ressuscitou! E desapareceu diante de mim, dizendo: ‘Adeus, até quando eu os vir a todos juntos’”. Mal acabou de falar e Judá chegou e, então, em consideração a este, Tiago contou novamente a experiência que teve com Jesus no jardim. E todos começaram a acreditar na ressurreição de Jesus. Tiago agora anunciava que não iria voltar para a Galiléia, e Davi exclamou: “Ele está sendo visto não apenas por mulheres exaltadas; mesmo os homens de corações fortes começaram a vê-lo. Espero, eu próprio, vê-lo também”.
E Davi não teve de esperar muito, pois a quarta aparição de Jesus para o reconhecimento mortal ocorreu pouco antes das duas horas, nessa mesma casa de Marta e Maria, e Jesus surgiu, bem visivelmente, diante da sua família terrena e dos seus amigos, ao todo vinte pessoas. O Mestre apareceu na porta aberta, dos fundos, dizendo: “A paz esteja convosco. Saudações para aqueles que estiveram próximos de mim na carne e irmandade para os meus irmãos e irmãs no Reino do céu. Como pudestes duvidar? Por que titubeastes por tanto tempo, até escolher seguir de todo o coração a luz da verdade? Vinde, pois, todos vós à irmandade do Espírito da Verdade, no Reino do Pai”. Quando começaram a recobrar-se do choque inicial e do próprio espanto, e iam aproximar-se dele como que para abraçá-lo, Jesus desapareceu das suas vistas.
Todos queriam correr para a cidade e contar aos apóstolos hesitantes sobre o que havia acontecido, mas Tiago os conteve. Apenas a Maria Madalena foi permitido voltar à casa de José. Tiago proibiu que eles colocassem abertamente de público que essa visita moroncial havia acontecido, por causa de algumas coisas que Jesus havia dito a ele enquanto conversavam no jardim. Mas Tiago nunca revelou mais nada sobre a conversa com o Mestre ressuscitado nesse dia na casa de Lázaro, na Betânia.
3. NA CASA DE JOSÉ
A quinta manifestação moroncial de Jesus, para que os olhos dos mortais o reconhecessem, aconteceu na presença de umas vinte e cinco mulheres crentes reunidas na casa de José de Arimatéia, por volta das quatro horas e quinze minutos, nessa mesma tarde de domingo. Maria Madalena havia retornado à casa de José, apenas alguns minutos antes dessa aparição. Tiago, o irmão de Jesus, havia solicitado que nada fosse dito aos apóstolos a respeito da aparição do Mestre na Betânia. Ele não havia pedido a Maria que se abstivesse de contar o ocorrido às suas irmãs crentes. Assim, depois de ter pedido segredo a todas as mulheres, Maria relatou o que havia acontecido enquanto ela esteve com a família de Jesus na Betânia. E, no meio mesmo desse relato emocionante, um silêncio súbito e solene caiu sobre elas; e todas contemplaram bem próximo de si a forma totalmente visível de Jesus ressuscitado. Ele saudou-as dizendo: “A paz esteja convosco. Na comunhão do Reino não haverá judeus nem gentios, nem ricos nem pobres, nem livres ou escravos, nem homem ou mulher. Vós também sois chamadas a tornar pública a boa-nova da liberdade da humanidade por meio do evangelho da filiação a Deus no Reino do céu. Ide a todo o mundo proclamar este evangelho e confirmá-lo para os crentes na fé. E, enquanto fazeis isso, não vos esqueçais de ministrar aos doentes e fortalecer os que estão fracos e cheios de temor. E eu estarei sempre convosco, até mesmo nos confins da Terra”. E depois de falar assim, Jesus desapareceu da vista delas, enquanto as mulheres caíram com os seus rostos no chão e adorando-o em silêncio.Das cinco aparições moronciais de Jesus ocorridas até esse momento, Maria Madalena havia testemunhado quatro.
Como resultado do envio dos mensageiros durante o meio da tarde e em consequência do vazamento inconsciente de indicações a respeito dessa aparição de Jesus na casa de José, um rumor chegou até os dirigentes judeus, durante o anoitecer, sobre o que estava sendo relatado em toda a cidade, de que Jesus havia ressuscitado e que muitas pessoas estavam declarando tê-lo visto. Os sinedristas encontravam-se profundamente perturbados com esses rumores. Após uma rápida conversa com Anás, Caifás convocou uma reunião do sinédrio para as oito horas, naquela noite. Foi nessa reunião que foi tomada a decisão de expulsar das sinagogas qualquer pessoa que fizesse menção à ressurreição de Jesus. Foi sugerido mesmo que qualquer pessoa que afirmasse tê-lo visto deveria ser condenada à morte; essa proposta, contudo, não chegou a ser votada, já que a reunião dispersou-se em uma confusão que beirava ao pânico. Eles haviam ousado pensar que haviam acabado com Jesus. Mas estavam a ponto de descobrir que as dificuldades reais que teriam com o homem de Nazaré estavam apenas começando.
4. APARIÇÃO AOS GREGOS
Por volta das quatro horas e trinta minutos, na casa de um certo Flávio, o Mestre fez a sua sexta aparição moroncial para cerca de quarenta gregos crentes reunidos lá. Enquanto estavam empenhados em discutir os relatos da sua ressurreição, o Mestre manifestou-se em meio a eles, a despeito das portas estarem fechadas com ferrolhos seguros, e dirigindo-se a eles, ele disse: “A paz esteja convosco. Embora o haja aparecido na Terra e entre os judeus, o Filho do Homem veio para ministrar a todos os homens. No Reino do meu Pai não haverá nem judeus nem gentios; vós sereis todos irmãos – os filhos de Deus. Ide, portanto, a todo o mundo, proclamar este evangelho da salvação, como vós o recebestes dos embaixadores do Reino, e eu os aceitarei em comunhão, na irmandade dos filhos, pela fé na verdade do Pai”. E, tendo falado-lhes assim, ele os deixou; e não mais o viram. Passaram toda a noite dentro da casa; achavam-se por demais tomados de um temor respeitoso e de um medo espantado e não se aventuraram a sair. E nenhum desses gregos dormiu naquela noite; permaneceram acordados, falando sobre essas coisas e esperando que o Mestre pudesse novamente vir a estar com eles. Nesse grupo achavam-se muitos dos gregos que haviam estado no Getsêmane, na ocasião em que Judas traiu Jesus com um beijo e os soldados o prenderam.
Os rumores da ressurreição de Jesus e os relatos a respeito das muitas aparições para os seus seguidores vão espalhando-se rapidamente, e toda a cidade encontra-se tomada por uma forte emoção. O Mestre apareceu já para a sua família, para as mulheres e para os gregos e, dentro em pouco, manifestar-se-á em meio aos apóstolos. O sinédrio logo irá começar a considerar os novos problemas que, de um modo tão repentino se precipitaram sobre os governantes judeus. Jesus pensa muito nos seus apóstolos, mas deseja que sejam deixados a sós por algumas horas mais, em reflexão solene e em considerações profundas, antes de estar com eles.
5. A CAMINHADA COM OS DOIS IRMÃOS
Em Emaús, cerca de onze quilômetros a oeste de Jerusalém, viviam dois irmãos pastores, que haviam passado a semana da Páscoa em Jerusalém assistindo aos sacrifícios, aos cerimoniais e às festas. Cleofas, o mais velho, acreditava parcialmente em Jesus; ao menos, havia sido expulso da sinagoga. O seu irmão, Jacó, não era crente, se bem que tivesse ficado bastante perplexo com o que havia ouvido sobre os ensinamentos e trabalhos do Mestre.
Nesse domingo, à tarde, a uns cinco quilômetros para fora de Jerusalém e a uns poucos minutos antes das cinco horas, enquanto esses dois irmãos caminhavam na estrada para Emaús, eles falavam com grande convicção sobre Jesus, dos seus ensinamentos, do seu trabalho e, mais especialmente, a respeito dos rumores de que a sua tumba estava vazia e de que algumas das mulheres haviam conversado com ele. Cleofas estava a meio caminho de acreditar nesses relatos, mas Jacó insistia em que tudo era provavelmente uma fraude. Enquanto eles conversavam e debatiam desse modo, a caminho de casa, a manifestação moroncial de Jesus, a sua sétima aparição, veio junto a eles à medida que caminhavam. Cleofas muitas vezes ouvira Jesus ensinar e comera com ele nas casas dos crentes de Jerusalém em várias ocasiões. Mas não reconheceu o Mestre nem mesmo quando ele falou abertamente com eles.
Depois de caminhar um pequeno trecho da estrada com eles, Jesus perguntou: “Quais palavras estavam sendo trocadas entre vós, com tamanha convicção, quando eu cheguei?” E quando Jesus falou, eles pararam e olharam para ele com uma triste surpresa. Disse Cleofas: “Como pode ser que estejas em Jerusalém e não saibas das coisas que aconteceram recentemente?” Então o Mestre perguntou: “Que coisas?” Cleofas replicou: “Se não sabes sobre essas questões, és o único em Jerusalém que não ouviu os rumores a respeito de Jesus de Nazaré, que era um profeta de palavra e de feitos poderosos perante Deus e todo o povo. Os sacerdotes principais e os nossos governantes entregaram-no aos romanos e exigiram que o crucificassem. E, assim, muitos dentre nós estivemos esperando que ele fosse aquele que iria libertar Israel do jugo dos gentios. Mas isso não é tudo. É já o terceiro dia, desde que foi crucificado, e algumas mulheres nos deixaram estupefatos ao declarar que, muito cedo nesta manhã, foram ao seu sepulcro e o encontraram vazio. E essas mesmas mulheres insistiram que conversaram com esse homem; sustentam mesmo que ele ressuscitou dos mortos. E quando as mulheres relataram isso aos homens, dois dos seus apóstolos correram à tumba e, do mesmo modo, encontraram-no vazio” – e aqui Jacó interrompeu o seu irmão para dizer: “Mas eles não viram Jesus”.
Enquanto caminhavam juntos, Jesus disse a eles: “Quão vagarosos sois para compreender a verdade! Quando me dizeis que as vossas discussões são sobre os ensinamentos e o trabalho desse homem, então, eu posso esclarecê-los, já que estou mais do que familiarizado com esses ensinamentos. Não vos lembrais de que esse Jesus sempre ensinava que o seu Reino não era deste mundo e que todos os homens, sendo filhos de Deus, deveriam encontrar a libertação e a liberdade no júbilo espiritual, na comunhão e na irmandade do serviço amoroso a este novo Reino da verdade do amor do Pai dos céus? Não lembrais como esse Filho do Homem proclamou a salvação de Deus, a todos os homens, ministrando aos doentes e aflitos e libertando aqueles que estavam nas correntes do medo e escravizados pelo mal? Não sabeis que esse homem de Nazaré disse aos seus discípulos que deveria ir a Jerusalém, que seria entregue aos seus inimigos, que o levariam à morte, e que se levantaria no terceiro dia? Não vos foi dito tudo isso? E nunca lestes nas escrituras a respeito desse dia da salvação para os judeus e para os gentios, onde se diz que nele todas as famílias da Terra serão abençoadas; que ele ouvirá o apelo dos necessitados e salvará as almas dos pobres que o procuram; que todas as nações o chamarão de abençoado? Que esse Libertador será como a sombra de uma grande rocha em uma terra exaurida. Que ele alimentará o rebanho como um verdadeiro pastor, tomando as ovelhas nos seus braços e carregando-as ternamente no seu colo. Que ele abrirá os olhos dos cegos espirituais e trará os prisioneiros do desespero à liberdade plena e à luz; que todos aqueles que se encontram na escuridão verão a grande luz da salvação eterna. Que ele medicará os corações partidos, proclamará a liberdade aos aprisionados do pecado, e abrirá a prisão para aqueles que estão escravizados pelo medo e tolhidos pelo mal. Que confortará àqueles que estão de luto e outorgará a eles o júbilo da salvação em lugar da pena e do pesar. Que ele será o desejo de todas as nações e o júbilo eterno daqueles que buscam a retidão. Que esse Filho da verdade e da retidão se elevará sobre o mundo, com luz curativa e poder salvador; e até mesmo que salvará o seu povo dos pecados; que realmente buscará e salvará os que estão perdidos. Que não destruirá os fracos, e sim ministrará a salvação a todos os que têm fome e sede de retidão. Que aqueles que acreditam nele terão vida eterna. Que ele irá verter o seu espírito sobre toda a carne, e que esse Espírito da Verdade será para cada crente como uma fonte de água, fazendo jorrar a vida eterna. Não compreendestes quão grande foi o evangelho do Reino que esse homem entregou a vós? Não percebeis quão grande é a salvação que vem a vós?”
Nesta altura eles estavam chegando perto da cidade onde esses dois irmãos moravam. Nenhuma palavra esses dois homens disseram, desde que Jesus havia começado a ensinar a eles, enquanto caminhavam juntos pela estrada. Logo chegaram em frente à sua humilde morada e Jesus estava para deixá-los, indo estrada abaixo, mas eles solicitaram-lhe que entrasse e ficasse com eles. Eles insistiram, como era quase já o cair da noite, que ele permanecesse lá com eles. Finalmente Jesus consentiu e, logo que eles entraram na casa, sentaram-se para comer. Deram a ele o pão para abençoar e, quando ele começou a parti-lo e a entregá-lo a eles, os olhos dos dois abriram-se, e Cleofas reconheceu que o convidado deles era o próprio Mestre. E quando ele disse: “É o Mestre” – o Jesus moroncial desapareceu da vista deles.
E então eles comentaram um com o outro: “Não é de espantar que os nossos corações estivessem queimando dentro de nós quando ele nos falou, enquanto caminhávamos pela estrada e enquanto ele abria ao nosso entendimento os ensinamentos das escrituras!”
Eles não se detiveram para comer. Haviam visto o Mestre moroncial e saíram correndo da casa, de volta a Jerusalém, para difundir a boa-nova do Salvador ressuscitado.
Por volta das nove horas, naquela noite, e pouco antes do Mestre aparecer aos dez apóstolos, esses dois irmãos emocionados irromperam na sala de cima, indo ao encontro dos apóstolos, declarando que haviam visto Jesus e conversado com ele. E contaram tudo o que Jesus tinha dito a eles e mesmo que não haviam reconhecido quem ele era, até o momento em que partiu o pão.
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