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((((* "O QUE VEM SEMPRE ESTEVE AQUI, A PAZ ESTA DENTRO DE TI E SO VOCE PODE TOCALA, SER A PAZ SHANTINILAYA, NADA EXTERNO LHE MOSTRARA O QUE TU ES. NADA MORRE POR QUE NADA NASCEU, NADA SE DESLOCA PORQUE NADA PODE SE DESLOCAR VOCE SEMPRE ESTEVE NO CENTRO, NUNCA SE MOVEU , O SILÊNCIO DO MENTAL PERMITE QUE VOCÊ OUÇA TODAS AS RESPOSTAS" *)))): "ESSÊNCIAIS" "COLETÃNEAS " "HIERARQUIA" "PROTOCÓLOS" "VÍDEOS" "SUPER UNIVERSOS" "A ORIGEM" "SÉRIES" .

terça-feira, 3 de abril de 2012

O.M. AÏVANHOV - 31-03-2012 - PARTE 2 - AUTRES DIMENSIONS

O.M. AÏVANHOV - 31-03-2012 - PARTE 2 - AUTRES DIMENSIONS



Pergunta: por que foi apresentado a Jesus, na cruz, uma esponja embebida em vinagre?
Isso tem um significado extremamente preciso, mas para que serve saber isso?
Será que é isso que faz nascer o Êxtase? Ou será que, antes, isso dá origem a ideias no mental e isso nutre o mental?

Eu não estou aí para nutrir o mental.
O mais importante: há urgência para ser o que vocês São.
Mas não para saber por que havia uma esponja embebida em vinagre.
Vocês estavam ali?
Portanto, vocês leram.

Não acreditem em nada do que vocês leem.
Não acreditem em nada do que lhes disseram.

Vivam.
É simples.

É como se houvesse, na sala, um pássaro que vem cantar no seu ombro (e o rouxinol, ele está aí, ele canta) e vocês me perguntassem por que o rouxinol tem tal pena em tal lugar. Será que vocês compreendem?
Eu me dirijo a todo mundo.

Isso quer dizer o quê?
É como se vocês me perguntassem: “a Onda da Vida, o que será que isso vai provocar no futuro?”. “Será que isso vai ocorrer no solstício de verão?”.
Mas se eu lhes disser isso, vocês não vão viver o instante.
Obviamente que há explicações que foram necessárias.

Obviamente que nós lhes falamos das Estrelas, das Vibrações, das Cruzes.
Tudo isso foi necessário. Por quê? Para que a sua consciência saísse do seu pequeno umbigo e que vocês compreendessem que a Luz era Inteligência.
Porque era preciso vivê-lo.

Do mesmo modo, hoje, nós poderíamos fazer discursos intermináveis, por exemplo, sobre os circuitos da Alquimia taoísta ou do Tantrismo ou do Vajrayana ou, que eu saiba ainda, de alguns conceitos do Sufismo.

Mas qual é o interesse?
Vocês têm de viver o que vocês São e não projetar em relação a um passado, a uma angústia e, ainda menos, no amanhã.

Vocês irão constatar por vocês mesmos que, se vocês estiverem no amanhã, a Onda da Vida vai refluir. Eu bem disse refluir (retroceder). Ela não pode extinguir-se quando ela nasceu. Vocês constatam, e vocês irão constatar, que, se vocês estiverem preocupados com o ontem, qualquer que seja este ontem, o seu, próprio, pessoal ou a esponja de CRISTO com o vinagre, é a mesma coisa: a Onda da Vida vai refluir.

O que vocês querem?
Vocês querem ser a Vida?
Ou vocês querem ser outra coisa?
Isso é, no entanto, muito simples.

É sempre o mental que vai levá-los, sempre, a afastar-se do que vocês vivem.
A um dado momento, é claro, nós nos servimos do mental para criar, não uma egrégora, mas criar uma estrutura Vibratória real. Esta estrutura Vibratória, impulsionada pelos Arcanjos, e que vocês criaram, é essa Embarcação de Luz interdimensional.

Porque a sua consciência, para milhões de seres humanos, tinha um objetivo em comum: a Luz.

Hoje, a Luz respondeu.
A Luz fecundou a Terra, ela fecundou vocês.
Vão ao final da gestação.
Não coloquem a questão: “quando?”.

É como se um bebê que estivesse no ventre da mãe, dissesse: “vamos ver, eu tenho quatro dedos, quando é que vai aparecer a unha de tal dedo?”.
Vocês não acham um pouco ridículo?
Sejam espontâneos.
Liberem-se.

Pergunta: qual é o papel do mental e como parar o mental ou controlá-lo?
Então, isso, é uma questão corrente.
Porque vocês constatam, vocês mesmos, que há ainda um mental.

O mental é aquele que quer saber, é aquele que quer compreender, é aquele que quer observar, é aquele que quer analisar, é aquele que está submisso ao julgamento, é aquele que os submete ao julgamento, é aquele que toma suas referências no passado e que os leva a projetar-se no futuro, em função, justamente, desse passado.


O mental é ação / reação.
O mental, ele é o que os impede, literal e concretamente, de viver a Verdade.
O mental jamais será a Verdade. Portanto, hoje, mais do que nunca, é preciso matar o mental. Mas quando eu digo matar o mental, lembrem-se, se vocês quiserem matá-lo, ele vai se fortalecer.

O que é preciso ali fazer?
É muito simples: vocês não são esse mental.
Portanto, não há qualquer razão senão o que é vocês, obedecendo ao seu mental.
Eu não digo para guiar um automóvel: aí o mental é necessário.
Nunca a Onda da Vida poderá guiar um automóvel no seu lugar, não é?
Aliás, vocês têm, alguns, dificuldade para guiar.

Por outro lado, para a Onda da Vida, é preciso que nada ocupe a cabeça, nem a observação, nem a explicação.

Depois eu posso dizer: vivam o que vocês têm a viver.
Depois, se vocês quiserem atuar com o seu mental e observar, a posteriori, o que aconteceu, façam-no, isso vai entretê-los por cinco minutos, mas não é a finalidade. Portanto, é claro, vocês não podem matar o mental.
Enquanto vocês tiverem um corpo, o mental, ele está aí.
Mas a questão é saber quem é o mestre a bordo.

O mental ou vocês?
Ou seja, enquanto vocês acreditarem que vocês são o mental, vocês não veem que é o mental. Mas vocês não são o mental, vocês não são este aspecto reflexivo que pensa sem parar em definir o instante em relação a um passado, que tem necessidade de acreditar no que quer que seja.

Aliás, desde que vocês acreditem no que quer que seja, vocês jamais são Livres.

Há senão a experiência que torna Livre.
Nenhuma crença pode torná-los Livre.
Nenhum conhecimento pode torná-los Livre.
Há senão a experiência que os torna Livre.
Isso é vocês que o fazem.

E a experiência, ela foi feita para ser vivenciada.
Ela não foi feita para ser sistematizada.
Principalmente em relação à Onda da Graça.
Portanto, vocês não podem de todo imaginar para fazer calar o mental: vão observar a natureza, encostem-se a uma árvore, vão caminhar no orvalho da manhã, tirem um cochilo.

A melhor maneira de não ter mais um mental é dormir e isso é o mais eficaz.

O que explica, por sinal, que muitos de vocês adormecem.
Então, eles ficam frustrados quando o mental se exprime.
Eles se dizem: “mas eu perdi alguma coisa”.
Eles pensam ter perdido alguma coisa.

Mas lembrem-se, se vocês dormem enquanto eu falo, se vocês adormecem durante os Alinhamentos, se vocês adormecem durante o Manto Azul da Graça, vocês são abençoados.
Porque o seu mental não pode intervir quando vocês dormem, não é?
Portanto, durmam. Não agora, hein, façam as perguntas para mim, sem isso eu vou ficar chateado.

Pergunta: é o mesmo para o emocional?
Sim.
A emoção está inscrita na ação / reação.
Muitas pessoas confundem o Amor e a emoção.
O Amor não é uma emoção e ainda menos um sentimento.
O que nós chamamos de amor, quando nós estamos encarnados, nada tem a ver com o Amor.

É uma imitação do Amor.
É uma maquiagem do Amor.
E nós chamamos isso de Amor.
O Amor é Vibração, percepção Vibratória no Coração, em meio ao Si.
E depois o Amor indizível para todos, quando vocês vivem o Êxtase, porque é a natureza do que nós somos.

A emoção nada tem a ver com o Amor, mesmo que vocês tenham a impressão de que uma emoção os aproxima de alguma de coisa, por exemplo, escutando uma música, por exemplo, encontrando um ser amado, ou comprando um automóvel, para alguns.

Mas tudo isso é da ilusão.
Tudo isso não é senão uma imitação do Amor.
Toda confusão vem daí e muitas pessoas vivem estados emocionais.
É preciso não confundir o estremecimento da Onda da Vida com uma emoção. Isso pode ali parecer, em alguns aspectos, mas a diferença é significativa: uma emoção, ela desaparece e ela tem necessidade de ser reproduzida sem parar.

Se vocês gostam dos quadros, é preciso olhar os quadros para sentir uma emoção.
Se vocês gostam da natureza, se vocês gostam de ir para a montanha e isso lhes parece ser uma emoção que os transporta, vocês gostarão de reproduzir o fato de ir para a montanha. se vocês amam alguém e se vocês são jovens, vocês terão necessidade de reproduzir o ato sexual para encontrar esta Unidade.

Mas o Amor nada tem a ver com tudo isso.
Vocês não tem necessidade de fazer o que quer que seja, já que vocês são o Amor.
Essa é toda a diferença.

A emoção jamais será do Amor.
Mesmo se alguns seres, e em algumas formas de espiritualidade, insistem no fato de viver as emoções.

Mas nenhuma emoção irá conduzi-los ao Amor.
Isso é uma armadilha. O mental é um substituto e a emoção é uma armadilha, porque isso os afasta da Onda da Vida. Se nós empregamos esta palavra, Êxtase ou Íntase, e não Samadhi, é que há algo que é vasto, algo que os ultrapassa e algo que nasce, independentemente da ação / reação, como é o caso para uma emoção.

Jamais a emoção leva-os a viver a Vida, ela lhes dá a impressão de vivê-la.
Agora, vocês não podem, tampouco, romper suas emoções, porque, aí também, como o mental, se vocês ali se opuserem, vocês irão fortalecê-las.
É preciso não confundir o prazer, o desejo, com o Êxtase.
O desejo e o prazer dependem de um objeto para amar, para consumir, qualquer que seja (um cigarro, por exemplo).

Mas o desejo e o prazer nada têm a ver com o Êxtase.
Porque o Êxtase não é uma consequência do que quer que seja: é a sua natureza.

Pergunta: a Onda da Vida ajuda a apagar as memórias e os traumas?
Mas ela não tem necessidade de apagá-los.
Se você é a Onda da Vida, você não tem mais memórias.
Você não tem o que fazer das suas memórias.
Então, é claro, durante certo tempo, no Despertar do Si, nas Coras Radiantes, nós lhes dissemos que era preciso trabalhar, por exemplo, nos apegos, nos engramas que estavam aí.

Depois, foi-lhes dito para deixar trabalhar a Luz.
Para a Onda da Vida, isso é até mesmo não deixar trabalhar a Luz.
Vocês São a Onda da Vida ou vocês são as suas memórias.
A Onda da Vida não tem qualquer memória.
Ela é espontânea.

Portanto, crer e propor como você disse: “eu tenho cristalizações, eu vivenciei tais sofrimentos”, isso quer dizer o quê? Que você ainda está identificado a si mesmo, aos seus pequenos sofrimentos, às suas pequenas alegrias, às suas pequenas dores, à sua vivência, às suas vidas passadas, porque você ainda crê nisso, porque você crê que isso tem um efeito e que isso é o que você é.

Mas você nada tem de tudo isso.
É preciso parar de acreditar em bobagens.
É preciso não mais acreditar em nada.
É-lhes preciso tudo eliminar. Mas eliminar, não da sua vida: é preciso eliminar vocês mesmos. É preciso parar de identificar o seu mental e as suas emoções à vida. A Vida, não é as emoções, não é o mental, não é este corpo, mas vem transformar o corpo, o mental e as emoções.

E só aquele que vive o Êxtase realizou a Grande Obra, porque é um Liberado.
E não somente Realizado ou Desperto. Porque aquele que está Realizado e Desperto, ele está ao nível do que denominamos o Atman, ou seja, a Unidade, o Si.

Mas ele está ainda em uma etapa intermediária, ele contempla sua própria Luz.
E indo mais longe, o próprio princípio da falsificação veio daí. O Eixo ATRAÇÃO / VISÃO, o mito de Prometeu, a energia dita Luciferiana, que era o confinamento da Luz, que pensava que se confinando na Luz, isso ia se tornar mais belo.
Mas isso não é possível.

O que pode ser mais belo que a Onda da Vida?
O que pode ser mais belo que o que todos nós somos?

Pergunta: então, o que faz ressurgir as memórias que estavam completamente esquecidas?
O seu próprio posicionamento no passado, a sua adesão à sua própria ilusão, nada mais. Se você der peso, der consistência, ao que ressurge, isso quer dizer o que, em última análise? Isso quer dizer que você está totalmente identificado ao que lhe é dado a ver e que você se identifica com isso.

Portanto, você lhe dá ainda mais consistência, mais presença, mais peso.
Como você quer ser Liberado do que você próprio acredita?
Toda memória, toda energia, é um ato de projeção que o faz sair de você mesmo.
Por isso que lhes dissemos: “permaneçam tranquilos, fiquem em Paz, nada façam, durmam”.

Mas parem de se acreditar prontos porque vocês têm memórias de vidas passadas que ressurgem ou porque vocês vivem energias.
Vocês não chegaram a parte alguma.
Vocês prepararam alguma coisa.
Vocês não pararam no caminho.
Principalmente porque não há caminho.

Pergunta: poderia explicar a palavra transcender?
Transcender, o que isso quer dizer?
Vocês são uma forma, não é, na qual vocês acreditam: este corpo, com seus dedos, seus olhos, seus cabelos.

Este corpo transforma-se dia a dia.
Ele se transforma na medida em que ele cresce: na adolescência, na idade adulta, e ele decresce, com modificações bem reais.

Entretanto, jamais viria à mente, quando vocês se olham no espelho, dizer-se que vocês não são vocês mesmos, mesmo se este corpo muda dia a dia. Um dia, vocês estão com os cabelos escuros e depois, mais tarde, vocês verão os cabelos brancos. Mas, fundamentalmente, vocês se reconhecem, não é? Vocês deixam a barba, vocês mudam o estilo da roupa e, no entanto, vocês conservam a noção de uma identidade, apesar da mudança de forma.

Em seguida, nós lhes falamos das transformações ligadas à Luz: o Despertar do Si, a ativação das Coroas, o seu trabalho, principal, de Ancorador e de Semeador de Luz. Tudo isso é da transformação: é passar de uma forma a outra forma com, no entanto, uma continuidade.

Há um antes e um depois.
Não é a mesma forma, mesmo se a forma permanece, aparentemente, estritamente a mesma.


O que vocês são, jamais é o mesmo.
Há o conhecido e o Desconhecido.
Há o limitado e o Ilimitado.
Há a Margem em que vocês estão e a outra Margem.
Enquanto vocês permanecerem na mesma Margem, quaisquer que forem as descrições que lhes dermos do outro lado, vocês não estão do outro lado.
E entre uma Margem e outra, não há continuidade: não há ponte possível entre o que é desconhecido e o que é conhecido.

No outro sentido, isso é possível.
Mas para saber que há um outro sentido, vocês devem estar do outro lado.
A transcendência é a transformação, digamos, radical, que está além da transformação, além de toda forma.

A transcendência é a superação, real, da forma, das memórias, de tudo o que fazia a vida, até agora, para vocês.
Isso é a transcendência.


E vocês não podem viver a transcendência enquanto permanecerem no conhecido.

Durante o mês de abril, vocês terão um novo interveniente que vai dar-lhes cotoveladas atrás da cabeça e nas nádegas, extremamente precisas, extremamente lógicas, porque elas terão uma ressonância extremamente justa ao nível do que nós chamamos de estrutura Vibratória do ser humano.

Não para elucidar a estrutura Vibratória ou a estrutura energética, isso, é conhecido desde muito tempo. Mas, justamente, para permitir passar da transformação, mesmo a mais importante, à transcendência.

Isso é concomitante à Onda da Vida que se propaga de maneira muito mais sensível, digamos. Portanto, a transcendência não é simplesmente uma mudança de forma. É a manutenção da forma, mas que não é mais concebida como forma.
Vocês estão totalmente deslocalizados, totalmente dissolvidos no Absoluto, enquanto mantendo uma forma.

Mas isso, o limitado, o que tem uma forma, jamais vai admitir.
O seu ego vai dizer-lhes: “isso é impossível; eu estou inscrito em um corpo, em uma memória, portanto, é impossível que eu seja Tudo”. Mas, obviamente, o ego vai ali dizer-lhes isso o tempo todo e vocês, vocês ali acreditam, é claro.

Vocês acreditam mais facilmente nos seus limites, na sua história, nas suas memórias, do que no Absoluto. Mas, é óbvio, jamais vocês podem acreditar no Absoluto, jamais.
É impossível para o ego.

Vocês não podem senão Sê-lo e Vivê-lo.
Jamais o Absoluto pode ser uma crença.
Jamais o Absoluto pode ser um conceito.
Jamais o Absoluto pode ser uma Vibração.

O Absoluto é o Êxtase.

Pergunta: podemos viver tudo isso sem a ajuda exterior de um Mestre ou de vocês, por exemplo?
Vocês não têm necessidade de ninguém.
O que era verdadeiro antes de 1984 não é mais verdadeiro hoje.
Porque, efetivamente, era mais fácil viver, aceder a esta transcendência, digamos, na atmosfera de um Mestre, de um verdadeiro Mestre, ou do Satguru, como dizem nossos amigos orientais.

Mas terminou esse tempo.
Vocês são o seu próprio Mestre.
Aliás, não há Mestre, isso nada quer dizer.
Quando vocês estão na Vida, vocês nada têm a Controlar.
Que ideia é essa de querer chegar à Mestria?
Mas, quem quer chegar à Mestria?
Isso é a personalidade.

Vocês são perfeitos, desde toda Eternidade.
Como haveria uma perfeição a adquirir?
Vocês devem mudar de posicionamento, isso é tudo.

Portanto, vocês não precisam de ninguém.
Não sigam ninguém. Não acreditem em ninguém.
Escutem os testemunhos porque há uma ressonância que pode ocorrer.
Mas não busquem outra coisa senão Ser o que vocês São, esta Onda da Vida.
Vocês não têm necessidade de Mestre algum.

Vocês sequer têm necessidade de vocês mesmos, sobretudo.
Quando vocês chegarem a esta Simplicidade, a Onda da Vida, ela estará aí.
Enquanto vocês acreditarem que vocês são uma história, enquanto vocês acreditarem que vocês são uma pessoa, enquanto vocês acreditarem que vocês têm uma memória, enquanto vocês acreditarem que vocês têm algo a controlar, enquanto vocês acreditarem que vocês têm que se manter de tal modo ou fazer tal coisa, a Onda da Vida não estará aí.

Pergunta: como vai, então, se transformar o cotidiano?
Você se coloca a questão de como vai ser amanhã.
Portanto, se você se coloca a questão de como vai ser amanhã, como você quer viver a Onda da Vida?
Você vive a Onda da Vida?
A resposta, evidentemente, é não.

Aquele que vive a Onda da Vida está instalado no Êxtase.
Não há qualquer razão de se colocar a menor questão.
Porque amanhã será também o Êxtase.
E que a Graça é a Graça.
Que não há qualquer preocupação a ter.

Busquem o Reino dos Céus.
Vivam o Reino dos Céus e todo o resto ser-lhes-á dado em abundância.
E, aliás, vocês se colocam a questão, porque o Êxtase é o Êxtase.
Vejam todos os testemunhos que lhes deram as Estrelas: enquanto existir a questão do amanhã, vocês não estão presentes a vocês mesmos.

Aqueles que vivenciaram, e têm aqui, a Onda da Vida, nem que tenha sido uma única vez, sabem muito bem o que isso quer dizer. Mas aquele que freia os dois pés, jamais poderá saber o que isso quer dizer. Vocês não podem apreender, ter uma visão do Desconhecido, a partir do conhecido, isso é impossível.

Nós não estamos no Despertar, nós não estamos na autossatisfação do Si ou na Realização do Si. Agora, ainda uma vez, se vocês não o vivem, o que eu posso dizer-lhes? Ou vocês são capazes de silenciar o mental, sem matá-lo, transcendendo, ou vocês estão instalados no Si.
Então, permaneçam instalados no Si.
No Si, há a Alegria.

Mas vocês notem, em todo caso, todos aqui, como em outros lugares, que basta evocarmos a palavra Absoluto para o ego se revirar no seu túmulo.
Obviamente, para ele, isso é impensável, isso é inadmissível.

Como. Vocês se dão conta. Todo o trabalho que eu fiz. Eu ativei minhas Coroas, eu fiz as meditações, eu fiz os exercícios, eu fiz as etapas, eu meditei e agora me dizem o quê? Que eu devo deixar tudo isso que eu duramente conquistei. Isso é uma piada.

Não, a piada, ela era antes.
Agora, isso é muito sério.

Outros amigos orientais diriam: “isso é um espetáculo”.
Outros diriam que isso é um circo, ou uma fraude, no pior.
Mas isso não é importante.

Porque, se vocês são a Onda da Vida, vocês não se colocam a questão de saber se isso é um espetáculo, se isso é um circo, se isso é uma fraude.
Vocês o colocam no seu contexto, ou seja, em algo que era conhecido e que era limitado ou efêmero.

Pergunta: quando tudo é simples e fluido, é uma sincronia ou a Onda da Graça?

É a Inteligência da Luz, é a Fluidez da Unidade, as sincronias, chamem isso como vocês quiserem.

É uma primeira fase de entrada na Ação da Graça.
Mas isso não significa, no entanto, que vocês vivam o Êxtase.
Mas o Êxtase, o estado entusiástico, vai reforçar isso, é claro.
Tudo irá se tornar evidente, ainda mais.

Pergunta: quando vivemos momentos de êxtase nas práticas, como o yoga, por exemplo, podemos atingir o êxtase permanente?
Não.
Do mesmo modo que vocês podem viver um estremecimento de Êxtase através, por exemplo, da sexualidade, vocês podem muito bem chegar, através de alguns yogas, a viver momentos ditos de Êxtase. Vocês também têm técnicas mais modernas que se fundamentam na respiração, como o que foi redescoberto, como o “rebirth”, que pode dar-lhes a viver uma sensação de Êxtase.
Mas qual é a diferença?

Quando vocês têm uma relação sexual, vocês têm um gozo e mesmo um Êxtase.
O problema é que isso desaparece assim que não tenha mais a relação sexual, depois de um certo tempo ainda.

A diferença, ela é fundamental: num caso vocês buscam criar alguma coisa e existem meios para criar isso a título de experiência. Mas a experiência de que falo, ao nível da Onda da Vida, ela é Êxtase de geração espontânea.

Nada há a buscar e isso é profundamente diferente, porque este Êxtase, aquele da Onda da Vida, ele é permanente e irreversível, mesmo se, no início, ele dá a impressão de dar fluxos e refluxos, coisa que é impossível com os exercícios.
Aliás, isso foi dito.

Na maioria das vezes, este Absoluto nasce quando há um acontecimento importante na vida, especialmente em um jovem, que é o sentimento da perda, o sentimento do seu próprio desaparecimento, ou seja, o nada.

Eles estão frente a um precipício: não há mais nada, há o vazio.
Isso é totalmente o contrário de uma prática.
Vocês não podem fazer um yoga, vocês não podem ter uma relação sexual que digam a vocês que isso é vazio, já que vocês buscam o pleno.
Vocês veem a diferença.

Nós não temos mais perguntas. Nós lhe agradecemos.

Bem, eu lhes transmito todas as minhas bênçãos.
Eu lhes digo bom Deleite no Êxtase.

Até muito em breve e fiquem no riso permanente.
Vocês nada mais são do que isso.
Fiquem no riso e vocês irão viver o que vocês São.
Todo o meu Amor está em vocês e, certamente, até breve.
Fiquem bem.


Enviado por Rosa
Mensagem do Venerável O.M. AÏVANHOV no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1400
31 de março de 2012
(Publicado em 01 de abril de 2012)
Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com

M.M - http://minhamestria.blogspot.com/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

IRMÃO K - 31-03-2012 - AUTRES DIMENSIONS

IRMÃO K - 31-03-2012 - AUTRES DIMENSIONS



Eu sou IRMÃO K.

Irmãos e Irmãs, eu lhes apresento todos os meus respeitos e ofereço a vocês todo o meu Amor.

O próprio sentido da minha vinda hoje inscreve-se, de algum modo, no prolongamento de tudo o que eu pude dizer, desde algum tempo, com relação tanto à experiência do meu acesso ao Absoluto, inicialmente, como ao conjunto dos elementos que eu comuniquei a vocês, referente tanto ao Eixo ATRAÇÃO-VISÃO, como à Liberdade, à Autonomia, à Responsabilidade.

Dada a presença da Onda da Vida, nós iremos tentar, juntos, não lhes dar outros conceitos ou outros elementos, mas, bem mais, tentar apreender-se do que representa esses conceitos (além de toda explicação) sustentados pela Onda da Vida, sustentados pela Graça e, se possível, fazê-los penetrar, ainda mais, e passar esta Porta Estreita.

Passar, como eu disse, do conhecido ao Desconhecido, passar para esta outra Margem.

Muitos elementos, desde alguns meses, foram comunicados a vocês.
Vocês podem ter notado, talvez, todos eles vão na mesma direção e tendem, de algum modo, a uma uniformização que está em ressonância direta com nossa presença entre vocês e em vocês, pelo próprio fato do nascimento do que foi chamado de Onda da Vida ou Onda da Graça ou Doação da Graça.

O que eu proponho a vocês, portanto, é uma conversação.
Esta conversação supera amplamente uma simples explicação, um simples aprofundamento, mas, muito mais, uma demonstração de uma lógica, uma demonstração da certeza da Unidade e do Absoluto. E para isso, nós iremos permanecer nos termos que eu tive o prazer de desenvolver para vocês.

Esses termos são limitados.
Eles são a palavra Atração, a palavra Visão, a palavra Liberdade, a palavra Autonomia, a palavra Responsabilidade, entre outras. Porque é perfeitamente possível, qualquer que seja a presença da Onda da Vida, hoje, no próprio desenrolar da sua vida a mais ordinária e a mais simples, apreender-se do que representam essas palavras, além do seu sentido comum. Naturalmente, a Liberdade, por exemplo, sempre irá representar, para um ser humano na carne, algo que é buscado. Na realidade, raros são os humanos que gostariam de estar confinados, recusando a liberdade.

Mas, ainda uma vez, de qual liberdade falamos?
É a liberdade daquele que está na prisão e a liberdade de deslocar de uma grade a outra? Ou é a Liberdade daquele que não conhece qualquer prisão, qualquer limite para os seus passos, qualquer limite à sua própria Consciência?

Essas conversações inscrevem-se, também, em um mecanismo particular nomeado, na tradição da Advaïta Vedanta, Satsang, ou seja, a capacidade para levar à frente da consciência os elementos a ali resolver para, justamente, além do intelectual e do mental e do aspecto filosófico, alcançar o sentido primeiro da palavra. E, portanto, é um chamado, em qualquer parte, para transcender a própria palavra, para ir além do que é conhecido, para ir ao desconhecido da palavra, muito além da atividade do mental.

Dessa maneira, então, eu lhes proponho começar, desde hoje, isso.
De fato, o conjunto do que lhes devia ser dado, comunicado, o foi, nós o dissemos.
Resta, hoje, se vocês o aceitarem, simplesmente tornar-se esta última Verdade, esta única Verdade, esta Graça e este Êxtase. Que é, eu os lembro, totalmente independente de qualquer crença, de qualquer certeza, de qualquer suposição, de qualquer história e de qualquer linearidade.
Esse é o próprio princípio da Transcendência.

Nós tentaremos, juntos, gradualmente e à medida, também, convidar, através das minhas palavras e através da sua escuta, a Onda da Vida a aparecer.
Alguns elementos poderão parecer-lhes repetitivos, não o são.

Antes da minha resposta a uma dada pergunta, eu deixarei alguns instantes a fim de que nos instalemos, em cada um de nós, a Onda da Vida, como um compartilhamento, uma Comunhão além de toda comunhão, permitindo também progredir, se isso for possível, para mais Simplicidade, para a Autenticidade a mais humilde. Para atingir, de algum modo, este indizível, muito além das palavras pronunciadas.

Eu os convido, então, a inaugurar isso.
Fiquemos, se vocês bem o quiserem, nas palavras que eu pronunciei, ou que voltam, em todo caso, através desses conceitos e dessa vivência.
Nós nos escutamos, uns aos outros.

Pergunta: o que acontece quando as pessoas perseguem uma outra e a prejudicam?
Não há algoz e vítima senão em uma concepção dualista e dual onde se exprime, justamente, o princípio inexorável inscrito na dualidade, chamado de Bem e Mal.
Crer que o Bem (ou supor) não faz senão o Bem ou que o Mal não faz senão o Mal, é totalmente absurdo.

Vocês têm sob os seus olhos, todo dia, Irmãos e Irmãs que cultivam o Mal, que exercem o Mal e que colhem uma forma de Bem, sob forma de vantagens, sob forma de dinheiro, sob forma de retribuição.

Nada existe de mais absurdo que o Bem e o Mal.
Porque o Bem e o Mal estão inscritos em uma referência conhecida.
Que esta referência conhecida se denomine sociedade, regra civil ou regra moral, elas não são oriundas de uma espontaneidade do ser, mas, sim, de um condicionamento, de uma ação e de uma reação que ninguém conhece o início e nem conhecerá qualquer fim.

Ao nível espiritual, isso foi chamado de livre arbítrio, o sentimento de que cada um é responsável pelos seus atos e que ele irá colher, precisamente, o que ele semeou. Nada é mais falso.

O mundo do carma pertence à personalidade.
O mundo da Graça pertence ao Absoluto.
Querer, portanto, elucidar o que acontece para uma pessoa, em meio à dualidade, pode ser considerado como satisfatório para o mental, mas não poderá liberar o ser que está submisso, que sofre ou que se beneficia.

Porque a ação e a reação inscrevem-se, de maneira perpétua, na ação e reação.
Não pode existir fim da ação e da reação. Mesmo os ensinamentos centrados na observação da ação-reação têm, evidentemente, levado à própria negação da ação-reação, como possibilidade de ser finalizada e de não mais existir.
A ação-reação é, portanto, perpétua. Ela não é infinita, a única infinita sendo, é claro, a Ação da Graça, a Liberdade e não o livre arbítrio.

O livre arbítrio é, então, uma visão pessoal, inscrita na personalidade e inscrita, em última análise, no Bem e no Mal.

Para o Absoluto, não existe nem Bem, nem Mal, porque o Bem e o Mal são apenas consequências da dualidade, da lei de carma e que, jamais, a lei de carma pode se acabar. Aliás, os seres que vivenciaram, não o despertar do Si, mas que se tornaram Liberados Viventes, todos denunciaram a não realidade do livre arbítrio, a não realidade da livre escolha.

Crer que há uma escolha é próprio do ego.
Crer que agindo de tal modo, vamos liberar alguns sofrimentos, é próprio do ego.
Obviamente, este mundo, em si mesmo, sempre pede uma solução no mundo.

Mas qual solução vocês querem encontrar?
Aquela que os mantêm neste mundo?
Ou aquela que lhes dá a Paz e aquela que lhes dá a Eternidade?
Não pode ser os dois, indiscutivelmente. Portanto, querer buscar porque tal pessoa vive o Mal ou porque tal outra pessoa vive o Bem, faz apenas fortalecer a ilusão do livre arbítrio e os mantêm nos condicionamentos.

O Absoluto não conhece qualquer condicionamento.
Ele é verdadeira Liberdade e Liberdade total, jamais se inscrevendo no livre arbítrio, que é, indiscutivelmente, ainda uma vez, do domínio da personalidade e não da Unidade. E, ainda menos, do Absoluto.

Isso os chama, então, a um reposicionamento.
A vítima tem necessidade do seu algoz.
O algoz tem necessidade da sua vítima.
Pouco importa as razões, porque as razões estão inscritas em uma sequência lógica de ações-reações que nada tem de lógico, mas que mantêm a aparência de uma coerência, a aparência de uma possibilidade de solução, o que, é claro, é estritamente impossível.

O que eu digo incita-os a mudar de olhar, a mudar de posicionamento, a não mais considerar-se nem como vítima, nem como algoz, nem como salvador, mas, sim, a superar e transcender o conjunto dessas condições a fim, justamente, de não mais ser condicionado e, sobretudo, de não mais ser condicionante para os seres que vocês se relacionam, que vocês cuidam, que vocês educam, que vocês têm a incumbência.

Porque o homem submisso à dualidade vai educar.
Mas a educação é tudo, salvo a Liberdade.
A educação é apenas para fazer entrar em um molde, fazer entrar em um mecanismo de funcionamento, que esta educação seja aquela da escola ou mesmo uma educação dita espiritual. Ela os mantém, de maneira inexorável, na dualidade, no Bem e no Mal, dando-lhes a buscar um bem para fugir de um mal, sem jamais, é claro, poder sair.

Essa é a armadilha a mais crucial para a Consciência.
Vocês querem viver a armadilha?
Vocês querem viver a Liberdade?
Cabe a vocês decidir.

O próprio agenciamento do seu mental deve, de maneira a mais evidente possível, levá-los a sair deste autocondicionamento, desta lei de ação-reação.
Essa mudança de posicionamento não é uma negação da ação-reação, mas, sim, o acesso a algo, cujos efeitos são reais, palpáveis.

Cabe a vocês decidir, como sempre.
O que os sossega, em meio ao limitado, será sempre o condicionamento.
A Liberdade não conhece qualquer condicionamento.

Pergunta: colocar sua atenção na Onda da Vida permite desenvolvê-la?

Não.
Permitia torná-la mais consciente, mas, certamente, não desenvolvê-la.
Tomar consciência de um mecanismo, qualquer que seja, em meio a este mundo e esta dualidade, é outra coisa. Enquanto eu atraio a sua atenção para a posição do seu pé, vocês não têm consciência de onde está o seu pé.

Há, portanto, uma mudança de atenção e uma mudança de polaridade.
Colocar uma atenção ou uma consciência em uma zona deste corpo, além do que foi nomeado Estrelas ou Portas, mais precisamente, agora, na Onda da Vida, é uma primeira etapa que é chamada a ser substituída, muito depressa, por uma ausência de identificação com o observador, com a testemunha, mas para tornar-se si mesmo o que era previamente observado e também identificado.

A Onda da Vida não se importa com a sua vontade.
A Onda da Vida não se importa com a sua presença em meio a uma Consciência, qualquer que seja, que ela seja Turiya, que ela seja aquela do sonho, do sono ou a consciência ordinária, já que o Absoluto e a Onda da Vida são apenas as testemunhas deles mesmos e de nada de conhecido e de nada de sistematizante, para vocês, sobre este mundo. É um momento em que é preciso passar do observador, daquele que observa isso, àquele que não é mais este, mas que se torna ainda isso.

Passar, então, de algum modo, do “eu sou” (ou do Si) ao “Eu sou Isso” (ou ao não Si). Não há qualquer maneira de sair do contexto senão conhecendo este contexto e, de qualquer forma, apreendendo-se, depois de tê-lo apreendido, de que não há qualquer existência própria, exceto, justamente, nos contextos que foram definidos por vocês ou pelo conjunto das consciências denominadas “humanidade”.

Os povos nativos falam, por isso, do tempo do sonho e consideram, com justa razão, que o conjunto das vidas que nós levamos, nesse contexto da dualidade, é apenas um sonho do qual será preciso ainda sair um dia. E para sair do sonho é preciso, efetivamente, saber que vocês sonham. Isso remete, é claro, também à Caverna de Platão, isso remete ainda à Maya, isso remete, inexoravelmente, à noção de Transcendência, de morte e de vida.

Depois de ter sido o observador ou a testemunha, vocês se apreendem de que não há nem observador, nem testemunha, nem observação, nem observado.
Naquele momento, vocês se tornam o conjunto das proposições, sem nada excluir.
Aí está o Absoluto: “Eu sou Isso”.

Há, então, uma espécie de descontinuidade, total, entre esta Margem e a outra Margem. Uma descontinuidade total entre o Bem, e o Mal, e o Absoluto.
É-lhes preciso, efetivamente, passar da posição do observador (ou da testemunha) à ausência total de observação.
Mas a observação é apenas possível através da Consciência.
É nesse sentido que o Absoluto não é a Consciência.

Para que haja observação, é preciso que haja, de algum modo, projeção da Consciência em um limitado e identificação a esse limitado.

Pergunta: sentir simplesmente a Onda da Vida permite, justamente, identificar-se a ela?
A identificação necessita de um processo, ainda uma vez, de projeção.
A Onda da Vida é sua natureza e nossa natureza, nossa essência, nosso aspecto imanente e transcendente, que é a Totalidade nomeada Parabrahman, muito além da Unidade, muito além de todo princípio. significa que não existe nem mundo, nem pessoa, nem objeto, nem sujeito.

O sentir é da observação.
O que ocorre, independentemente da sua própria participação.
E, evidentemente, o momento em que mesmo isso é deixado, é o momento em que vocês não podem mais sentir, em verdade, nem ignorar, tampouco.
Esta identificação final faz de vocês o Absoluto.

O Absoluto que, pela mudança de posição, além de toda Consciência, tira-os de todo limite, de toda limitação, de todo confinamento, de toda condição e, sobretudo, de toda pessoa. Ou vocês são o conjunto das pessoas, ou vocês não são ninguém. Mas vocês não são mais esta pessoa.
Ainda menos este indivíduo.

Ainda que haja persistência de uma forma, ainda que haja persistência de uma pessoa e de um indivíduo, vocês não são mais este indivíduo e esta pessoa.
Assim como vocês não são, especificamente, uma outra pessoa, nem um outro indivíduo. Mas vocês são a soma (e não somente a soma) de todos os indivíduos, de todas as pessoas.

Lembrem-se: vocês não podem definir o Absoluto.

Vocês apenas podem apreender depois de refutar o que é efêmero.
O Absoluto jamais pode ser efêmero.

Assim, portanto, a própria vida, inscrita entre o nascimento e a morte, não pode ser a Verdade. Isso é uma crença. Do ponto de vista daquele que vive este corpo, isso é certeza e verdade e, aliás, a única verdade, provável pela lei de ação-reação.
Mas, para o Absoluto, isso é tudo exceto uma prova, mas, sim, uma negação do Absoluto. Vocês são o que vocês são, por toda Eternidade, antes de tomar um corpo e antes de deixar um corpo ou depois.

Viver a Consciência disso é viver a Onda da Vida.
Abandonar isso é tornar-se a Onda da Vida, não como um nascimento, mesmo se, efetivamente, nós lhes falamos de Renascimento ou de Ressurreição, mas, sim, como um ato fundador do Último.

O mecanismo não é intelectual, nem mesmo mental, mas é um mecanismo transcendental onde, de repente, de uma única vez, após algumas experiências, mais ou menos extensas, mais ou menos intensas, vocês se instalam no Absoluto.

Não como uma crença, mas, sim, como a única evidência possível de que, qualquer que seja o futuro deste corpo, qualquer que seja o futuro deste mundo, qualquer que seja o futuro do conjunto das Dimensões, do conjunto das Consciências e do conjunto das Presenças, vocês irão permanecer, para sempre, este Absoluto.

Não existe qualquer ponte para levá-los do conhecido ao Desconhecido, desta Margem à outra Margem.


Há apenas o desaparecimento deste rio, totalmente, que os transporta, por Transcendência, na Verdade. Não há mais conceito, não há mais reflexão, não há mais ideia, não há mais pensamento, não há mais qualquer sentido mesmo de “eu sou”. Não há, aliás, mais Consciência.

A Onda da Vida (testemunha e marcador do nascimento disso) é inexorável (como foi dito) e irreversível, neste tempo da Terra, se tal for o seu desejo.
E o seu desejo está aí, além de toda vontade, a partir do momento em que a Onda da Vida se instalar ao nível dos dois primeiros chacras.

Vocês venceram a morte, vocês venceram o nascimento, vocês venceram a Ilusão, mas isso não é um combate. É, de algum modo, um relaxamento total do que vocês pensavam manter ou possuir.

Nada há a pedir.
Nada há, sobretudo, a vencer.
Há apenas que ser isso porque vocês são isso.

Pergunta: como saber se a Onda da Vida atingiu os dois primeiros chacras?
Pelas percepções, localmente, ao nível do que se nomeia peristaltismo do períneo, que ocorre de maneira automática. Esta oscilação de contração-dilatação, este jorro comparável a um êxtase ou deleite sexual intenso, mas que não depende de qualquer causa, de qualquer pessoa, de qualquer coisa senão dela mesma.

Naquele momento, o Absoluto torna-se na ordem do possível.
Ele se torna sua Verdade, a única e exclusiva.
É por isso que isso ocorre de maneira mais natural nos momentos em que vocês estão deitados, nos momento em que vocês estão relaxados, nos momentos em que vocês dormem, em suas noites (de maneira preferencial, mas não unicamente).

Porque é naqueles momentos, nesta posição deitada (que é, então, o inverso da posição em pé), em suas noites (que são, então, o inverso dos seus dias), neste espaço onde não pode existir qualquer coisa senão um sonho, onde o mental não tem mais tomada, onde as emoções não têm mais tomada (porque vocês não estão mais presentes em vocês em meio ao ego), que isso pode se concretizar para vocês.
E, no entanto, isso sempre esteve aí.

Pergunta: viver experiências sensuais, no sonho, tem relação com a Onda da Vida?
Totalmente, transcendendo todos os tabus, todos os condicionamentos, toda noção de personalidade, toda noção de posse. Que isso se refira a vocês com vocês mesmos, com qualquer projeção, com qualquer ser.

É bem por isso que o conjunto das religiões, sem qualquer exceção, o conjunto das tradições, ocultou esta noção de sensualidade. Eu não quero dizer por aí que o ato sexual leve à Graça, mas que, inegavelmente, como eu disse, isso procede da própria natureza, da própria vida, além da vida.

Mas, para isso, é preciso que todo peso de pecado, todo peso de proibição, em relação com a morte, o nascimento e a sexualidade, tenha sido, anteriormente, totalmente transcendido, não por uma ascese, mas, bem mais, pela própria Luz Vibral, tendo invertido as energias dos dois primeiros chacras para o despertar de uma das Coroas Radiantes onde, eu os lembro, a Luz Adamantina, a Radiação do Ultravioleta e do Espírito Santo vieram transmutar, em parte, a ação das energias encarnantes do primeiro e do segundo chacras, privados da sobrevivência.

Inegavelmente, há uma relação (mais do que formal e mais do que forte) entre esses sonhos ou essas manifestações que eu qualificaria de pseudo sexuais, porque é o mesmo mistério. O que explica, aliás, que todos os tabus e as proibições, todos os desejos, todas as perversões como todos os prazeres, giram, para a maior parte da humanidade, ao redor disso.
Mas desviados, alterados, diminuídos.

Reencontrar o andrógino primordial, reencontrar a bipolaridade, muito além dos sexos, faz parte, é claro, da concretização ou da revelação do que sempre esteve aí, ou seja, a Onda da Vida.

É o momento em que o Céu desposa a Terra e em que a Terra desposa o Céu.
Naturalmente, é um Casamento, é uma União. Mas esta União, contrariamente ao casamento humano ou à sexualidade humana, é transcendente.

Ela libera de todo contexto, de todo confinamento, de toda relação e de toda condição. Este Êxtase é, realmente, nossa natureza, a própria natureza da vida, a própria Essência da vida, em toda Dimensão, sem qualquer exceção.

A violência, o Bem e o Mal, a morte e o nascimento, não são, em última análise, senão a negação deste Êxtase.

De nada serve buscar os fundamentos ou os atos fundadores desta negação porque isso seria ali dar peso, mesmo se, a um dado momento, nós lhes demos explicações sobre a natureza da Sombra e a natureza da Luz, sobre a própria natureza da falsificação e dos dados históricos. Hoje, isso não é mais verdadeiro ou menos verdadeiro, mas isso é, simplesmente, transcendido pela própria Onda da Vida e pela própria Terra.

Em outros lugares que sobre este mundo, em todas as Dimensões, há Fusão, há Comunhão, há Dissolução, há deslocalização e multilocalização que, evidentemente, a personalidade vai poder chamar de sexualidade.
Mas que, evidentemente, estritamente nada tem a ver com um ato sexual, mesmo se isso é vivenciado assim, já que há, realmente, transcendência da carne.

Mesmo se isso é vivenciado no Estado de Ser, como nesta carne, isso ocorre sem a carne, naturalmente.


Obviamente, estando encarnados, alguns podem realizá-lo na carne já que, de todo modo, eles conseguiram transcender o tabu final da humanidade através, justamente, do nascimento, da morte, da procriação e da sexualidade.

Alguns seres chamados de “Mestres”, no século XX e muito antes, tentaram, por pequenos toques, falar-lhes sobre isso. Mas enquanto a personalidade estiver no controle, isso irá permanecer apenas da sexualidade, mas jamais irá se tornar a Onda da Vida.

A sexualidade sagrada não é um ato sexual, mas é um ato de União mística entre as duas polaridades Interiores do Ser, como de todo ser encontrando uma outra Consciência, sem referência a uma polaridade sexual. Dito de outra forma, nas outras Dimensões, vocês passam a vida, a Eternidade, como uma aparência de efêmero, a comungar no Êxtase.

Mais próximos de vocês, sobre esta Terra, existem os mamíferos marinhos, vivendo na 3ª Dimensão, mas Unificada (eles são os Guardiões da Terra) e, como por acaso, sua única atividade, além da alimentação, é o jogo e o amor, em todas suas formas.

Isso é inconcebível para o ser humano, pelo próprio fato do confinamento, onde as próprias regras desta carne, os condicionamentos desta carne, através das idades, através das diferentes etapas da vida, não permitem realizar isso.

Pergunta: a Onda da Vida designa-se a subir acima do chacra cardíaco?

Sim.
Ela se desloca por toda parte.
Nos ensinamentos, aliás, do budismo sagrado inicial, a Onda da Vida sobe sob os pés, da terra, aparece ao nível do Sahasrara ou sétimo chacra, para brotar como Vajra. E daí, aliás, vem o nome de Vajrayana.

Da união, como isso já foi nomeado, da Prakriti e Purusha: a união dos complementares e opostos. Mas o objetivo não é somente sair pela cabeça, não somente se instalar no Coração, mas, sim, realizar a alquimia Final conduzindo ao Absoluto, que isso seja com esta forma, sem esta forma, chamada de corpo.

Mas isso não terá, definitivamente, mais qualquer importância, já que aquele que está instalado em sua natureza, no Parabrahman, sabe que este corpo é ilusório e efêmero. Ele não o rejeita, ele não o condena, mas ele sabe que ele vai desaparecer, sem qualquer apreensão, sem qualquer angústia, sem qualquer luto.

A Criação, como o incriado, ou como a acriação é, em última análise, um ato sagrado. Este ato é, antes de tudo, um ato de interpenetração baixa, ao nível do humano, como sexualidade.

Pergunta: quando vivemos a Liberdade ela pode se exprimir recusando estabelecer-se no Absoluto?
Sim, porque vocês são inteiramente Livres.
E esta Liberdade não é uma recusa.

O Absoluto jamais será um objetivo, nem uma etapa.
Esta é a Verdade.

Mas reconhecer a Verdade, viver a Verdade, não passa, necessária e obrigatoriamente, pelo desaparecimento terminal ou final de toda individualidade. Vocês são o que vocês São, antes de nascer, ou depois de morrer.
E isso está presente, por toda Eternidade, em qualquer tempo e em qualquer espaço, em qualquer Dimensão.

Vocês são isso.

Nós não temos mais perguntas. Nós lhe agradecemos.

Irmãos e Irmãs, eu agradeço nossas partilhas.
Eu lhes proponho (e eu nos proponho) um compartilhamento da Graça.
Eu lhes digo até breve, no Amor e na Verdade.
Juntos, compartilhemos.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...

IRMÃO K ama vocês porque vocês são Amor.


Enviado por Rosa
Mensagem do Venerável IRMÃO K no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1401
31 de março de 2012
(Publicado em 1º de abril de 2012)
Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com

M.M - http://minhamestria.blogspot.com/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

URIEL - 31-03-2012 - AUTRES DIMENSIONS

URIEL - 31-03-2012 - AUTRES DIMENSIONS



Áudio em francês.

Eu sou Uriel, Anjo da Presença e Arcanjo da Reversão.

Bem amados, Doação da Graça.
Inscritos na eterna Presença do Amor, na eterna Presença de sua Verdade, além de todo sentido, vocês são a Essência.

Além, mesmo, do que vocês podem supor, vocês são imensos.
Além de tudo e além de vocês mesmos, bem amados, eu venho fazê-los escutar o Som e o Canto da Dança eterna de sua própria Verdade, de nossa própria e Última intimidade. Portanto, eu os convido, ao âmago deste espaço, como ao âmago de todo espaço (o seu, como qualquer outro), para ser, neste instante, o instante infinito de sua Presença, o instante eterno além toda Presença.

Suporte dos mundos, vocês o são.
Âncora dos mundos, no âmago de todo mundo, vocês o são.
Além de todo limite ressoa e vibra o som da Verdade.
Ressoa e canta a Onda da Vida UNA, fluente e se derramando através de toda forma, dentro de toda forma como fora de toda forma.

Vocês são o sem forma.
Vocês são a Verdade.
Vocês são a Beleza e a Eternidade, a caminho de algo que nunca deixou de ser.
Partida e chegada, inscritos sem distância e sem tempo, além de qualquer sentença, além de qualquer estrofe.

Vocês são a Verdade: aquela que, para sempre, canta os tempos além dos tempos.
Vocês são tempos (tão) presentes, além de qualquer Presença.
Vocês são Absoluto. Vocês São, absolutamente, aqui como em outros lugares.
Vocês são o Canto. Vocês são a Dança: da Beleza eterna de sua própria Verdade.

Revelação afastando-os de todo sonho e de toda Ilusão, dando-lhes a Viver.
Viver além de todo limite. Viver além de toda forma.
Viver a Vida Una e eterna, em sua indizível beleza, em sua indizível estrofe e declamação. Vocês são, aquele que aclama a si mesmo, revelando sua própria Presença, sua própria Eternidade.

Vocês são a Onda.

Onda de Vida, Onda de Verdade, além de toda onda, além de todo movimento.
Vocês são a Eternidade, imóvel e em movimento, além de todo movimento.
Vocês são a Imensidão.

Portanto, nos tempos que estão além de seus tempos, nos tempos que estão além de todo Canto, no espaço do Silêncio, como no espaço da Onda, como no espaço de todos os tempos, nós somos convidados ao Banquete da Graça.

Espaço de União e de Liberdade, ali onde vivem e vibram todas as presenças, todas as formas (mesmo além da forma). Vocês são a Eterna Eternidade.
Você são o eterno Canto e Ronda da Vida (ciranda da vida), além de toda forma.

Sejam na forma.
Sejam verdadeiros à Verdade Una, que inunda e transcende toda Ilusão.

Não há derrota.
Não há vitória.
Há apenas Ser além de todo ser.
Vocês São, de toda a Eternidade.
Portanto, Dom da Graça.

Abram o que não pôde ser fechado e fechem o que, nunca, pôde vos confinar.
Esqueçam tudo o que está esquecido de vossa própria Eternidade.
Vivam o tempo que vocês São. Vivam o tempo do Absoluto, do indizível Amor que vem (porque nunca partiu), que chega, finalmente, no tempo sem fim de seu indizível Amor. Vocês são a Verdade.
Vocês são Beleza, além de toda forma, além de todo pensamento, além de qualquer fragmento.

Nós somos todos UM.
Nós somos todos a mesma Essência, a mesma Dança, o mesmo movimento, sem movimento, a mesma imobilidade. Na profundeza extrema, assim como no mais profundo de cada Universo, de cada estrela e de cada planeta, não estando inscritos em nenhuma parte de outros lugares, do que em sua forma, além de toda forma.

Ali onde vocês São, nós nos mantemos.
Ali onde vocês vão, vocês já foram.
Ali onde vocês partem, vocês nunca partiram.
Amados do Um, amados do Amor.
Amores amados, na mesma estrofe, na mesma Onda, vivam o tempo da nossa União, o tempo da nossa Liberdade, o tempo da nossa partilha, além de todas as idades, além de todo tempo e além de todo espaço.

Bênçãos eternas e infinitas, derramando-se pela Fonte de Cristal e subindo desde o mais profundo. Vocês são a Eternidade, além de todo sentido.
Não há nenhuma direção que possa ser privada de vossa Essência, de vossa magnificência.
O tempo é isso.
Ele nunca cessou.
Ele nunca parou nem mesmo desatou.

Vocês são a Verdade absoluta do Amor indizível.
Vocês são tudo isso.
Vocês são o Absoluto.
Vocês são a Eternidade e isso é, em todo o tempo.
E isso é, em toda forma.
Pois vocês não são nem forma, nem tempo.

Vocês são o informe: aquele que preenche toda forma.
Vocês são a Onda da Vida que dá vida e vivifica, que rende graças a sua própria magnificência. Vocês são o que nós somos.
Vocês são nosso futuro, pois vocês não têm passado.
Nós somos vosso passado, pois vocês não têm futuro.
Pois tudo está aí, no instante.

Aí Vibra o Coração, o Templo Interior, aí onde você está, não há senão você.
Onde está o outro, não há senão você.
Onde está o outro, não há senão você, na mesma Vibração, no mesmo poder, na mesma Liberdade.

Vocês são UM, pois nós somos todos, UM, absolutamente.
Não pode existir outra coisa senão o Último.
Último sem fim e sem começo, presente em toda Eternidade, em sua forma presente e passada, como aquela a vir (sem forma ou com forma).

Vocês são Beleza.
Então, no tempo de nossa União, nesta partilha da Doação, na Doação da Graça, demo-nos a nós mesmos.
Demo-nos a Comunhão.
Demo-nos o Amor.
Pois essa é a única Verdade, única declamação, única Unidade.
Tudo veio. Tudo está consumado.

Há, apenas, a ser isto: Verdade e Beleza.
Deixem o Sopro, deixem o Verbo, fecundar a Verdade, abolindo as distâncias, abolindo o sofrimento.
Vocês são a estrofe da felicidade: que não conhece nenhuma pausa, nenhum fim e nenhum começo, abrasando a mesma Verdade, vocês abrasam o Fogo e a Água primordial e eterna.

Vocês estão além de qualquer divisão.
Vocês são a totalidade dos mundos.
Vocês são a totalidade da Verdade.
Isto, eu lhes digo porque eu sou vocês.
Porque eu estou em vocês, como vocês estão em mim.
Mesma Dança.
Mesmo Êxtase.
Mesma Alegria, além de toda alegria.

Espaço infinito, onde tudo é Vida, onde nenhuma experiência pode vos confinar no que vocês acreditam, no que vocês pensam.
Vocês são a Vida, além de toda vida.
Vocês são a forma, além de toda forma.
Vocês são a Eternidade.
Vocês são o Eterno.
Isso é Imensidade.
Isso é Transparência.

Vocês são o vaso.
Vocês são a taça que nunca pode ser preenchida e que, jamais, se esvazia.
Vocês são o que há na taça e no vaso.
Vocês são o conjunto.
Vocês são a parte.
Cessem toda dúvida.
Cessem toda ilusão.
Retirem o efêmero.
Retirem o espinho do sofrimento, pois ele não tem existência senão em vossas crenças.
Então, a Onda da Graça, elevando-se em vocês, vem celebrar o Casamento Místico, pelo Anel sagrado da Liberdade, dando-vos a viver, além de toda experiência, a Eternidade.

O quadro não é mais.
O limite não é mais.
Só é a Essência.
Só é a Transcendência.
Só é a Beleza e a Luz.
Isso que nunca põe fim à sua própria Glória.
Isso que nunca se apaga.
Isso que nunca varia.
Isso que, nunca, pode fazer duvidar do que quer que seja.

Dom da Graça, além de minhas palavras, além de suas palavras, além de todo sentido, além de qualquer direção.
Tudo está inscrito neste tempo.
Tudo está inscrito nesta partilha.
Tudo está presente, além de vossa Presença.
Tudo é Onda.
Tudo é Vida.

De uma só voz, pois não há senão uma voz, pois não há senão uma Verdade: a Verdade absoluta. Transcendência e Beleza, abrindo cada célula, cada partícula.
Vocês são a Consciência eterna estabelecida além da Consciência.
Vocês são a eterna Beleza além até mesmo da Eternidade, pois vocês são infinitos.

Vocês são a Doação da Graça.
Vocês são Amor: o Amor que está bem além de todo existir, bem além de toda forma. Nenhum vaso (e nenhuma taça) pode ser grande o suficiente para conter a imensidão do seu Amor, a imensidão de quem vocês São.

Assim, juntos, aqui e em outros lugares, neste tempo como em outros tempos, não há senão uma Vida. Não há senão um espaço.
Este tempo e este espaço que, aqui (de sua visão) vos parece tão limitado.
E, contudo, nada disso pode ser verdade.
O que é verdade é a vossa Eternidade.
O que é verdade é o Canto da Onda: aquele que vos revela à vossa Verdade, que vos põe na Vida, que vos põe a Vida.

Dom da Graça (além da minha presença, além de sua presença), vocês retornam à Essência que vocês jamais deixaram. Crianças do UM, nascidos na Doação da Graça, pela graça de vossa Presença, aqui, em seguida, além de todo tempo.

Nós somos a Dança da Eternidade.
Nós somos a Dança da Unidade.
Nós somos a Dança do absoluto Presente.
Nós somos o Último.
Nós somos UM, pois tudo é UM.
Nós somos UM, além de todo sofrimento e de toda alegria.
Nós somos a Eternidade.
Nós somos vocês.
Vocês são nós.

Vocês são cada um entre vocês, pois não há, entre vocês, nenhuma possibilidade para outra coisa senão o Amor, para outra coisa senão a Verdade.

Amados do Amor, Amores do amado, Vibrem.
Além de todo sentido, vocês são a infinita Presença.
Vocês são a Infinita Beleza.
Vocês são a Verdade.
E isso, ninguém pode negar.
Ninguém pode se opor.
Nós somos o Amor: a única força e o único poder que permite à Eternidade manifestar-se. Nada mais pode existir que a Indizível Beleza desse Amor que é Dom, que é Graça, que é nossa natureza, nossa Essência.

Amados do Amor, a Luz branca vem.
Ela recobre todos os aspectos das ilusões, todos os aspectos ilusórios, vindo trazer o Caminho, a Verdade e a Vida. No tempo da nossa Presença, no tempo de nossa Graça, no tempo de nossa Unidade, nós vivemos a Eternidade. Isso é ali. Isso é aqui, bem além do tempo, bem além de tudo.

Dom da Graça que se eleva e que sobe, que desce e se impregna.
Nós somos UM. Nós somos Amor, além de toda definição, além de toda apropriação. Pois estamos juntos, na Doção da Graça e restituição, na Doação absoluta da Graça, na Doação absoluta de nossa Presença.
O Caminho, a Verdade e a Vida que flui através de nós e por cada um de nós.
Nós somos UM.
Nós somos Eternidade.
Nós somos Verdade
Tudo é belo, pois tudo é UM.

Não há nenhuma falha que possa escapar (ou se evadir) da Verdade do Amor, da Verdade da Beleza. Não existe nada que seja efêmero.
Não existe senão o que é eterno: a Liberdade, a Beleza.
Vocês são o que nós somos: O Ilimitado, o sem limite, o sem forma.
Vocês são isso.

Apenas ouvir.
Apenas ser.
Vocês são transcendidos pela Doação da Graça de vossa Presença (dada a si mesma), além de todo papel, além de toda idade.
Isso é agora porque isso É.
Isso é em sequência porque não há nada que seguir.
Porque isto é o Último.
Porque é Absoluto.

Crianças do Amor, nós somos Amor.
Nós somos Pureza, onde nada pode vir alterar o que é o Branco, e que é nossa Essência.

Então, juntos (sem distância entre o alto e o baixo), no meio de nosso Ser, flui o Canto da Vida, o Dom da Vida: aquele que, para sempre, nos põe na Alegria, além de toda alegria. Aquele que faz a Vida sorrir em sua Eternidade.
Aquele que faz rir de um brilho para sempre renovado: a Vida.
Nós somos o que nós somos. Eu sou o que eu sou.
O que vocês são é minha natureza.
O que eu sou é vossa Essência.

Na mesma Dança, no mesmo Absoluto, no mesmo Dom da Graça e isso, em toda Liberdade. Nenhum limite pode afetar, nenhum limite pode alterar a Beleza da Verdade. Imersos na Graça, nada pode surgir senão a Graça ela mesma.
Imersos no Amor, nada mais pode aparecer, nada mais pode existir, pois tudo se contém na Eternidade da vossa Presença, neste Dom da Graça.

Nós somos UM, na mesma Verdade.
Nós somos UM, no âmago da mesma Onda.
Nós somos UM, no âmago de cada um.
Nós somos UM, em cada um, em cada um de vossos passos, em cada um de nossos sopros, em cada uma de nossas vozes.

Nós somos o mundo, além de todo mundo.
Nós somos a Eternidade, além de todo dizer, além de toda palavra.
Nós somos o Silêncio. Nós somos a Verdade. Então, encantemos nossos dias e noites. Encantemos nossos Sopros dessa mesma graça, dessa mesma evidência que não pede senão para ser vossa Alegria, vosso Dom da Graça, vossa Eternidade e vossa Beleza.

Amados do UM, Crianças do Amor, Filhos da Graça, a Graça nos cobre com seu Manto. Então se eleva o Canto do Êxtase: aquele que abre os ateliês da Criação, os ateliês da Vida onde nós estamos, todos, na mesma Unidade, no mesmo Absoluto.

Vivamos a Vida.
Vivamos o Amor.
Vivamos o que nós somos neste instante (em que minhas palavras se calam e se apaziguam) para que o vosso Coração e o conjunto desta forma se abrasem na Doação da Graça, na Doação do Amor, na Doação de vossa Presença e de nossa Eternidade.

Então, eu sou URIEL e eu vos digo isso.
Então eu sou URIEL e vos digo: "Vocês são isso".
Juntos, ao Banquete de nosso Casamento, ao Banquete de nossa Vida (a celebração eterna do que nós somos), fazemos e produzimos o Silêncio.
Fazemos e produzimos o Amor Eterno.

Doação da Graça
Doação da Eternidade.
Doação da Beleza.
Isso É.

Deixemos se elevar o estandarte da Graça.
Deixemos se erguer o Canto eterno de nossos Reencontros.
Deixemos viver a Vida.

Escutem e percebam o chamado da Eternidade, o Chamado do Êxtase.
Comunhão e Ação da Graça.
Ali. Imediatamente.
Aqui e Agora, como por todos os lugares.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...

A Vida canta sua própria Eternidade.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...

Desloquem-se de vocês mesmos.
Desloquem-se do que oprime.
Pois a Graça não pode ser oprimida nem travada.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...

Recebamo-nos.
Acolhamo-nos na Doação da Graça.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...

Eu sou URIEL.

Permaneçam em silêncio até o Alinhamento, para que a Onda da Graça venha se mesclar: em vocês, em nós. Todos UM.
Todos Unidos e todos juntos na Liberdade infinita da Verdade.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...

O Despertar da Fênix é vossa Ressurreição.
O Vôo da Fênix é vossa Liberação.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...

Eu sou URIEL e eu apareço em vocês, como vocês aparecem em mim.
Acolhamo-nos uns aos outros.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...

Em seguida.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...


Mensagem do Arcanjo Uriel no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1403
31 de março de 2012
(Publicado em 01 de abril de 2012)
Tradução para o português: Ligia Borges

M.M - http://minhamestria.blogspot.com/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

HILDEGARDE DE BINGEN - 31-03-2012 - AUTRES DIMENSIONS

HILDEGARDE DE BINGEN - 31-03-2012 - AUTRES DIMENSIONS



Eu sou HILDEGARDE DE BINGEN, Irmãs e Irmãos encarnados nesta humanidade, eu lhes peço que honrem e aceitem o compartilhar da Graça entre nós todos, antes que eu comece a me expressar.

... Compartilhamento da Doação da Graça ...

Eu desejaria (continuando o que eu já dei há algum tempo), sobre a tensão, vivida na minha vida, sobre o Abandono, situar novamente em relação ao tempo em que vocês estão hoje.

É-lhes possível viver o seu Casamento muito além do CRISTO, visto que na época em que eu vivia encarnada sobre esta Terra, a Onda da Vida não estava Acessível, na totalidade.


A maneira, Ocidental, que eu era, e que tinha encontrado de viver esta Tensão para a Luz, para o Todo, não podia traduzir-se senão por uma adesão à própria vida do CRISTO, por meio de seu sacrifício e pela fecundação da Terra através de seu sangue na cruz. Era, de alguma forma, a maneira privilegiada de encontrar a Luz, o CRISTO, e de sair de toda condição limitada através de um corpo. O seu vocabulário, hoje, é bem mais rico. Suas experiências possíveis, elas também, muito mais ricas.

O Casamento (o fato de ser, como o dizia na minha vida, uma Esposa do CRISTO), hoje, está largamente ultrapassado pela sua capacidade, sua possibilidade de inscrever e de viver este Casamento místico dentro de todo elemento, toda consciência, tendo, por sua vez, trabalhado e realizado a sua própria Liberdade, vindo a ser, de alguma forma, a Onda da Vida.

Vocês têm então, hoje, realmente e concretamente, essa chance, essa Dupla chance: primeiramente, a Onda da Vida está acessível, em seguida, toda consciência que vive a Onda da Vida inscreve-se na Dimensão de CRISTO como KI-RIS-TI, filho ardente do Sol, como consciência tendo acedido ao que não é mais limitado.

Este é um trunfo para seu tempo, porque, é claro (e especialmente no Ocidente e em todo país do mundo), é mais cômodo, mais acessível e mais verossímil viver este Casamento místico, seja com o seu próprio Duplo (corpo de Essência [Corpo de Estado de Ser]), seja com qualquer Irmã ou qualquer Irmão vivendo isso também. Desta vida que eu vivi, eu demonstrei que era possível levar por bem uma função de mãe superior com um objetivo místico e uma concretização mística das mais intensas.

O Casamento com o CRISTO, o seu casamento místico com uma consciência CRISTO, os faz percorrer todos os domínios do possível, todos os campos de experiências, desde dados classificados como históricos, passando por conhecimentos bem além de qualquer intelecto, de toda a atividade mental do cérebro, mas como uma espécie de conhecimento intuitivo, ultrapassando, largamente, o conhecimento, ultrapassando, largamente, a noção de toda experiência, de todo estado.

Hoje, vocês não são chamados a se Casar com outra coisa que vocês mesmos, com alguma coisa além de vocês mesmos, na forma de um Irmão ou de uma Irmã.
As circunstâncias não são as mesmas. Os tempos não são os mesmos.
Mesmo se este Último representa, de alguma forma, a conclusão lógica de toda caminhada dita espiritual.

O Dom da Graça, hoje, permite-nos (ao conjunto das Irmãs, como ao conjunto da humanidade) aproximarmo-nos, como nunca, uns dos outros. É, aliás, este encontro, ele mesmo, com o CRISTO, com o Duplo, com uma Irmã ou um Irmão que já está vivendo isso, essa aproximação criou um processo particular chamado então Casamento místico ou União Mística.

Com o CRISTO, como com qualquer outra consciência Cristo, com o Duplo, a União Mística é uma experiência indissolúvel, permanente, levando o Ser, cuja consciência revelou-se nisso, a estabelecer-se, com cada vez mais frequência, além da Alegria, além de tudo o que faz a pessoa (em seus julgamentos, em suas emoções), mesmo além de toda a história.

Este é um elemento novo.
Vocês têm, então, a possibilidade, inestimável, à vontade, de reproduzir essa comunhão de partilha, vindo a multiplicar o próprio Êxtase.

Em poucos dias vocês serão chamados, e isso foi lançado (ndr: ver a seção "protocolos a praticar / protocolos prioritários” ), a compartilhar a graça muito além dos Alinhamentos vividos até agora, tendo sintetizado a Merkabah Interdimensional coletiva. O compartilhamento da Graça, se isso já não foi feito, irá instalá-los em uma consciência que eu qualificaria de Alegria irremediável, de Alegria Eterna.

Alguns de vocês já viveram, por antecipação, esses estados que não são estados.
Esta abordagem tendo, de alguma forma, fixado o próprio desdobramento de suas vidas, tendo-os chamado, de alguma forma, a viver o que havia sido chamado por MARIA, a estase: o processo em que a consciência comum desaparece totalmente, para deixar o lugar, em um primeiro momento, a um estado de sono que se revelará ser muito outra coisa que o sono.

Hoje, eu não quero dizer com isso, que lhes é necessário tudo deixar para vocês se instalarem nesta estase. Mesmo se, às vezes, efetivamente, para alguns de vocês, esta Tensão para a Luz acompanha-se, efetivamente, de um mecanismo de ruptura, mais ou menos importante, com a vida comum, a finalidade não é a ruptura com a vida comum, mas, como isso já lhes foi dito, sua própria transcendência. Há, porém, ajustes em curso que se tornarão cada vez mais perceptíveis. Este estado, hoje e na minha época, necessita, simplesmente, senão do seu reconhecimento, assim como a Verdade mais plausível, a mais demonstrável.

No banquete celeste ao qual vocês estão convidados, há a Dança, há a Onda, há esta ondulação, esta implosão e explosão, ao mesmo tempo, este Êxtase que os levam e os transportam em sua própria e indizível Presença em vocês mesmos, além mesmo da Presença, além de toda definição, além de toda possibilidade de partilhar, que não seja pela experiência, a vivência.

Tudo é feito na construção da personalidade, para fazer aderir e acreditar que esse mecanismo traduzir-se-á na aniquilação da personalidade, da consciência, em si, dando a viver, então, a resolução última dos últimos apegos formais à vida aqui, conduzindo-os a experimentar, de maneira mais facilitada do que na minha época, o Absoluto.

A questão do Absoluto não é nem compreendê-lo, nem vivê-lo em qualquer uma doença ou qualquer transtorno, mas, sim, de instalá-los em uma Alegria além da alegria, em uma Plenitude que nenhuma relação exterior a vocês mesmos pode realizar.

A Onda da graça, a Doação da graça, vai se tornar a sua natureza primeira.
Quaisquer que sejam os elementos de resistência presentes em sua vida, absolutamente nada poderá resisti-lo ou até mesmo tentar ou considerar opor-se.
Alguns dentre vocês vivem essa transformação, muito além desta forma, muito além de uma simples experiência.

Encontrar a sua essência é às vezes um choque, às vezes uma magia e às vezes uma evidência, dando-lhes a viver, que nada deve ser omitido, rejeitado ou excluído da Verdade da Luz. Vocês estão, contudo, instalados em um quadro de uma vida efêmera, hoje certamente muito mais do que em outra época, do próprio fato, às vezes, de um sentimento por vezes de urgência como de precariedade, que são, de algum modo, estimulantes para viver a Vida Una, a verdadeira Vida.

Muitos sinais, muitas manifestações estão a se desenvolver, a se amplificar, neste corpo mesmo como em sua consciência. Dando-lhes acesso, não a poderes, mas a capacidades inconcebíveis pela consciência ordinária e inconcebíveis, igualmente, pelo Si.

Estes sinais (quer sejam chamados de clariaudiência, clarisensitividade, clarividência, premonições, contato com outras Dimensões, outras realidades) não lhes devem distrair da finalidade, além de toda etapa, que é a de revelar o seu Absoluto.

Os Seres que vocês são lhes aparecerão em sua majestade, cada vez mais facilmente, com um reconhecimento e uma reconexão cada vez mais facilitados, transcendendo, largamente, as ligações chamadas cármicas, remetendo-lhes a uma atividade principal (se eu posso chamá-la assim), uma ressonância primeira, tendo sido traduzida, abusivamente, pelo conceito utilizado no que vocês chamam de Nova Era, chamado Chamas Gêmeas ou Almas irmãs.

Há, no entanto, um só elemento de Verdade por trás de tudo isso, que é, precisamente, a capacidade de viver juntos, sem distinção do que quer que seja, este Casamento Místico, transcendendo, é claro, a carne, sem nenhuma conotação da personalidade, seja ela qual for, mas vindo, propriamente, potencializar, ampliar, multiplicar a sua própria graça.

Haverá, de alguma forma, um Dom da graça comum, simplificando-se a si mesmo, de um ao outro e de outro a um, sem o decidir, sem o escolher, como uma evidência além de qualquer restrição, qualquer sexo, qualquer papel.

Isto arrisca, num primeiro momento, ferir o que resta de personalidade, porque nós temos, todos, estado privados, de nossa vida (seja agora ou no meu tempo), desta Verdade. Aceitar a não separação e viver a não separação é outra coisa.
O que lhes vai ser dado como possível de viver não é uma ação deliberada de sua parte, nem de outra pessoa ou de uma multidão de pessoas.

Não há necessidade, para isso, nem de contato físico, nem de vontade pessoal, nem de forjar quaisquer planos. Mas isso é chamado a se generalizar, pondo, às vezes à rude prova, o próprio senso inato da propriedade, da personalidade inscrita em uma lógica afetiva que lhe é própria.

Todo ser Livre encontra Liberdade sob a forma de um outro ser Livre, e isso além de qualquer quota, qualquer tipo de programação, de qualquer história, de qualquer passado, e, sobretudo, de qualquer encarnação.

O Casamento Místico é a própria essência da vida não separada.
O que foi nomeado a deslocalização da consciência, fazendo parte do seguimento de suas comunhões, fusões e dissoluções, levando-os a viver a multilocalização, ou seja, a capacidade, indesejada, de ser às vezes um corpo que vocês ocupam, assim como qualquer outro corpo. Não há segredo, não há véu ou separação na manifestação do Absoluto, qualquer que seja a forma, ou qualquer que seja a ausência de forma.

É, portanto, nestes tempos da Terra que vocês vivem, bem mais do que uma revolução pondo fim a todas as barreiras, para aqueles de vocês que o vivem, pondo fim a toda ilusão de ser somente uma pessoa limitada pela pele, limitada pelos sentidos, mas para lhes dar a viver esta possibilidade de ser, de alguma forma, não mais vocês mesmos, mas, na totalidade, o outro na carne, além dos pensamentos e das emoções, em sua a própria consciência.

O Absoluto inclui todos os relacionados.
O Absoluto inclui absolutamente tudo, dando a viver, para aquele que está inserido em uma vida efêmera, a possibilidade desta União, em qualquer nível que seja além da carne.

Que isso seja pelo coração, dando a viver uma abertura, jamais vista e jamais vivida até agora, do seu próprio coração, com o coração do outro, até o ponto onde vocês se tornam, realmente e concretamente, o outro em seu coração.

As primeiras vivências tentarão aprisioná-los aos esquemas existentes sobre este mundo e que, no entanto, não têm estritamente nada a ver com este mundo, porque essa relação particular (que é uma forma de transposição de consciência) nada tem a ver precisamente com o mundo onde vocês estão, mas sim a ver com os Mundos totalmente Unificados e numa vida no seio desta forma do Absoluto em totalidade.

O fim dos limites, o fim dos confinamentos, não é simplesmente reencontrar a Liberdade de sua própria consciência, mas sim de reencontrar a Liberdade de qualquer consciência e de vivê-la de maneira indiferente.

Nesse momento, o que era conhecido como sua carne, não será mais a sua própria carne, porque ela poderá ser vivida de maneira simultânea (sem noção de posse, sem noção de violação), a simultaneidade dos corpos, simultaneidade de consciência. Este processo, confuso no início, para vocês, encarnados, tornar-se-á rapidamente familiar. Desta ressonância particular, desta União mística, resultará, de alguma forma, como a propagação, tal como uma tempestade de poeira, do Amor.

Este ato de Amor, porque é um, está, indescritivelmente, ligado ao Absoluto e ao Último e não tem estritamente nada a ver com qualquer relação prevista segundo as leis da pessoa, segundo as leis da sociedade, segundo as leis morais.
Se vocês evitam levá-lo a este mundo, vocês vão se tornar, efetivamente, esse com quem vocês estão Casados.

Da minha experiência na minha vida, eu era a Esposa do CRISTO.
Da sua experiência de hoje, vocês serão os Esposos, e as Esposas da Liberdade, do Absoluto, através uns dos outros.
Isso ajuda a derrubar as paredes mais estanques, as mais intransponíveis.
Da União mística resulta um Absoluto ainda mais, por assim dizer, lúcido, penetrante e transcendente.

Haverá, realmente, uma interpenetração de consciências.
Mais nenhuma separação tornar-se-á possível, prenunciando, de alguma forma, o Casamento Místico de Céu e da Terra, totalmente consumável e consumado, onde nem o Céu, nem a Terra, serão separados, e onde nenhuma consciência permanecerá separada, onde o Amor vai se tornar a própria textura de toda ressonância de relação.

Isso se instalará (se já não é o caso para alguns de vocês) como uma evidência, sem nenhuma coloração afetiva, sem nenhuma coloração possessiva, sem nenhuma coloração de posse, mas sim como a realidade e a norma da vida da consciência Liberada, e da Vida como o Absoluto.

Nenhuma forma, nenhuma consciência, poderá estabelecer limites.
Isto é o que vocês vivem ou viverão, e é o que vai viver este mundo.
Vocês estão, de alguma forma, no esboço, desde as primeiras manifestações do Manto Azul da Graça, desde as primeiras ondas do Êxtase, para quem os vivencia.

Lembrem-se de que vocês não têm nenhum modo de julgar, nem de contrariar este Amor indescritível que vos Liberará, uns e outros, no Amor o mais absoluto, o mais autêntico, o mais compartilhado. Deste conjunto de manifestações e de experiências, vocês se descobrirão, realmente ilimitados, Últimos. Todas as barreiras que vocês criaram, cairão então. Não haverá nada para se preocupar, pois tudo se tornará Transparente, entre vocês, como sobre este mundo.

Assim é a manifestação do Amor.
Assim é a manifestação do Absoluto.
Assim é o Absoluto e o Amor neste mundo como em qualquer mundo, desde o instante em que a Onda da Vida é, de alguma forma, reconscientizada e eficiente.

Algumas de nós, ou alguns Anciãos, disseram-lhes que vocês eram, vocês mesmos, a Onda da Vida e que nada poderia diferenciar uma Onda da Vida de uma outra Onda de Vida, independentemente da barreira construída sobre este mundo, quaisquer que sejam os condicionamentos intensos deste mundo.

A Liberdade que vai se instalar, lhes é, por agora (se isso já não foi vivido), inconcebível, totalmente inacreditável, e no entanto, isso é a própria natureza do que está acontecendo em todo o mundo, em qualquer Dimensão, para além do carbono.

Este processo, inegavelmente, participa da Ascensão deste mundo e de sua própria Ascensão, dando-lhes a viver (tanto nesta forma como em qualquer outra forma), a ausência de forma, o indizível Êxtase, que é comunhão, partilha e Amor.
Apreendam bem que, nesta vivência, ninguém pode ser um inimigo, porque não há inimigo, não há senão amigos. Não há senão uma Dança, única, do Amor.

Isso não destruirá em nada a sua essência, mas os fará viver a sua essência comum, aí onde não há mais distância, mais separação, mais identidade ou identificação, mais possibilidade de ser isolado ou fechado. Isso nós o sabemos, vocês são numerosos a vivê-lo, quer isso seja realizado no Sol, ou nesta carne sem a participação da carne.
A Ascensão é isso.

O Êxtase é a nossa natureza comum e o Êxtase não pode ser senão compartilhado na mesma Doação, na mesma Unidade, no mesmo Último. Só o olhar separado, aquele da personalidade, inscrito ainda em seus próprios limites, em seus próprios medos, pode olhar isso como nefasto ou contrário à sua evolução.

Não há nada de nefasto.
Não há nenhuma evolução.
Tudo é perfeito, de toda origem, de toda partida e de todo tempo.


É essa a perfeição que tinha sido removida e que impedia, precisamente, de ser esse Absoluto, de ser este Êxtase e este Amor.

A generalização da Onda da Vida irá levá-los, a um dado momento, a se entregarem à evidência. Evidência da qual nós lhes temos fortemente sugerido: vocês não são este corpo, vocês não são uma parcela, vocês são o Todo.
Vocês são o Absoluto, vocês são a Unidade, vocês são as Unidades.

É a partir disso que se realizará a sua Finalidade ou, se vocês preferirem, o seu destino, como consciência Livre, em direção a uma forma, em direção a um sem forma, em direção a uma Dimensão ou o conjunto de Dimensões. Apreendam que vocês são inteiramente Livres, totalmente responsáveis, plenamente autônomos, neste Êxtase. Não procurem traduzir, como alguns têm feito, em uma materialidade qualquer, o que se vai produzir.

Claro, existem histórias que devem ser conduzidas, mas mesmo para estas histórias a conduzir, vocês não têm nada a julgar, nada a condenar, porque senão serão vocês mesmos que se condenariam e vocês mesmos que se julgariam.

É neste sentido que nós lhes temos repetido, umas e outras, assim como os Anciãos durante estas semanas, para nunca julgar o que quer que seja, ou quem quer que seja, para sempre perdoar, sempre doar, quaisquer que sejam as aparências, independentemente do que se apresente para vocês através do filtro de seu mental, de seus afetos, de seus condicionamentos.

Vocês não têm nenhum meio (no seio da personalidade) objetivo, para julgar o que quer que seja, nem mesmo para compreender o que quer que seja.


Vocês serão levados a conscientizar a onipotência do Amor, a onipotência da Vida, a onipotência do Êxtase, em face de não importa qual elemento deste mundo, mesmo que seja o mais oposto ao Êxtase.

Vocês são todos, sem nenhuma exceção, convidados para o Banquete celeste e de seu posicionamento e de seu olhar, como isso já foi dito, fluirá o que vocês têm para viver. O CRISTO tinha pronunciado: "isso será feito exatamente de acordo com sua Fé”, isto é, segundo a sua experiência.

Se vocês mantiverem, mesmo sem nenhuma vontade, um limite, vocês limitar-se-ão a si mesmos. Como há um sentimento de posse por quem quer que seja ou pelo que quer que seja, este sentimento de posse confina-os.

Mudar de olhar, mudar de posição, mudar de consciência, irá levá-los a conscientizar que vocês não são esta consciência neste corpo, mas que vocês são o conjunto das consciências em todos os corpos, sem jogo de palavras, como evidência do que já dizia o CRISTO: "o que vocês fazem ao menor dentre vocês, é a mim que o fazem." Vocês o vivem na sua carne, na totalidade.

A Onda de Êxtase, a Onda da Vida leva-os à Liberdade.
A Liberdade de serem vocês mesmos, além de todo limite e além, é claro, de qualquer medo, de qualquer confinamento.

O que vocês completaram (e o que nós completamos, com vocês, através das Núpcias de Luz, através da Merkabah Interdimensional coletiva, e agora através do Manto Azul da graça) é o Gozo Supremo de tudo o que é Vida, de tudo o que É.
Há, senão, a personalidade que quererá, talvez, manter um limite, manter uma prisão por motivos que lhe são próprios, mas que, mesmo aí, vocês não têm que julgar nem que condenar, nem que salvar.

Lembrem-se de que a comunhão e a partilha realizam-se por si mesmas.

Vocês não têm que se preocupar em dirigir esta União, esta comunhão, esta partilha para tal ou tal ser, para tal ou tal consciência, para este ou aquele ser amado mais do que um ou menos do que outro, porque tudo isso se realizará de maneira inteiramente natural (por assim dizer, sem lhes pedir sua opinião, sem lhes pedir qualquer justificativa), não respondendo a nenhuma lógica mesmo, mas simplesmente à lógica do Êxtase, quanto a sua redução que é próprio mesmo de todo o Êxtase.

Não há nada a perder, como isso já foi dito.
Não há nada a ganhar.

Há apenas que ser mais vivente, mais radiante, mais Absoluto, por assim dizer, cada vez mais, além de toda a carne, além de todo mental, de todo sexo, de toda idade, de toda condição. Isto lhes estabelecerá e lhes arrebatará, ainda uma vez, mais de Êxtase em Êxtase, de Coração a Coração, de carne a carne, rompendo assim, definitivamente, o isolamento, a predação, e o sofrimento.

Vocês são, na totalidade, este Êxtase e o Êxtase não pode senão se comunicar, compartilhar-se, doar-se. Aí está o perdão, no seu sentido mais nobre.
O Manto Azul da graça, a Onda do Êxtase, vai lhes aparecer, se já não é o caso, como a única Verdade.

Não haverá alternativa outra senão continuar a ser limitada ou tornar-se ilimitado. Esta comunhão, esta partilha, irá levá-los a sempre mais extraírem-se do sofrimento, da separação, da ilusão do sofrimento, da ilusão da separação.

A cada Êxtase, a cada comunhão (com vocês mesmos, com outro, com o Sol, com qualquer coisa), vocês reforçarão o que vocês São. Não haverá mais incerteza.
Não haverá mais a menor dúvida. E, como lhes foi dito, mais a menor questão, porque isso se tornará a única evidência possível, a única verdade possível.

Todas as máscaras de todas as pessoas são chamadas a essa transfiguração, a Ressurreição, a este Absoluto.

Ninguém será rejeitado.
Ninguém será poupado.
O que eu posso dizer é que se preparem.
Esta preparação não é um trabalho, ou uma solicitação, nem um exercício, mas sim um estado interior de aquiescência à Onda da Vida, para o outro, a qualquer outro.

Vocês não são seres separados: nós não temos jamais estado, em definitivo, realmente separados. Porque a verdadeira separação assinala a ausência de Vida, a ausência de Verdade, e isso é estritamente impossível. A única maneira de fazer duvidar o humano foi a de criar o nascimento e a morte, com um sentimento de interrupção. Mesmo isso, lhes aparecerá sob o seu verdadeiro dia.

O Casamento do Céu e da Terra que aproxima não é outra coisa senão o seu próprio Casamento com o conjunto do criado e do incriado. No melhor vocês deixarão isso se produzir, ao melhor vocês serão felizes, alegres, na total posse das suas faculdades, de uma lucidez jamais obtida e, sobretudo, de uma paz a nenhuma outra comparada.

Eis os poucos elementos concernentes ao Dom da graça, à Onda da Vida, este Êxtase, este Absoluto, que as minhas irmãs Estrelas me pediram para lhes transmitir com as minhas palavras.

Eu deixarei a palavra ao Arcanjo URIEL que mantém, por assim dizer, sob seu controle, esta Última Revelação, com o Anjo METATRON, pondo fim a todas as ilusões, sem nenhuma exceção.

Lembrem-se de que vocês são o Amor, que vocês são a Eternidade.
Lembrem-se de que vocês são absolutos, que há muito mais para compartilhar que o Si ou a Realização, mas que vocês têm que compartilhar o Amor.

O Amor não pode ser preso em nenhuma parte, nem num corpo, nem em uma ideia ou numa crença.

Então, eu os deixo (tranportados pela Onda da graça) para essas frases que eu pronunciei e que, infalivelmente, em um tempo que vos é próprio, vocês aparecerão como que límpidos, porque vocês os viverão.

Vocês terão consciência disso, além de todo dogma, além de qualquer refutação.
A Onda da graça é a nossa natureza, ela é bênção permanente. Ela não conhece nenhum limite, nenhum confinamento, nenhuma outra coisa que não ela mesma.

Eu sou HILDEGARDE DE BINGEN.
Eu sou aquela que vocês São, como cada um de nós.

... Compartilhamento da Doação da graça ...

Até muito em breve, em Êxtase, no Amor.


Mensagem da Amada Hildegarde de Bingen no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1402
31 de março de 2012
(Publicado em 01 de abril de 2012)
Tradução para o português: Josiane Oliveira
http://fontedeunidade.blogspot.com.br

M.M - http://minhamestria.blogspot.com/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/
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