((((* "O QUE VEM SEMPRE ESTEVE AQUI, A PAZ ESTA DENTRO DE TI E SO VOCE PODE TOCALA, SER A PAZ SHANTINILAYA, NADA EXTERNO LHE MOSTRARA O QUE TU ES. NADA MORRE POR QUE NADA NASCEU, NADA SE DESLOCA PORQUE NADA PODE SE DESLOCAR VOCE SEMPRE ESTEVE NO CENTRO, NUNCA SE MOVEU , O SILÊNCIO DO MENTAL PERMITE QUE VOCÊ OUÇA TODAS AS RESPOSTAS" *)))): "ESSÊNCIAIS" "COLETÃNEAS " "HIERARQUIA" "PROTOCÓLOS" "VÍDEOS" "SUPER UNIVERSOS" "A ORIGEM" "SÉRIES" .

sábado, 18 de dezembro de 2010

O GRAVETO E O NINHO - MARTIUS DE OLIVEIRA

o graveto e o ninho



Essa semana mesmo observando da janela do meu apartamento tive uma visão que já está se tornando corriqueira para mim – ver um casal de pardaizinhos montarem o seu ninho. Toda hora vejo o pardalzinho carregar um galhinho de lá para cá para encaixar cuidadosamente na sua casinha. Às vezes eles juntam pedacinhos de tecido, corda, cartolina enfim, o que eles encontram disponível pelas ruas de um subúrbio de cidade grande. Mas dessa vez, o graveto que o meu amiguinho levava no bico era grande demais para o seu lar, isso eu percebi na hora. Ele tentou uma vez, então tentou outra e após uma nova tentativa frustrada, seu cérebro compreendeu que algo não se encaixava. Sem pestanejar, o pardalzinho jogou o graveto grande fora e voou em busca de um graveto adequado para a sua casa.

Curioso, desci até a rua e me aproximei do ninho achando o graveto no chão. Não havia uma marca ou falha aparente nele. Um galho perfeito mas grande demais. Eu rolei o graveto entre os meus dedos e pensei em todas as vezes em que dei duro me esforçando em fazer grandes coisas se ajustarem na minha vida.

Muito amiúde, o que nós desejamos é como esse graveto – coisas grandes demais para o nosso usofruto. Ainda assim, ficamos presos com insatisfação, nos agarrando a algo que não completa o nosso ninho. Foi para mim um ensinamento de humildade observar este pequeno pássaro trabalhar, deixando para trás o que não seria ideal usar à medida em que prosseguia cantando.

O blog Minha Mestria é como aquele ninho pensei. Franqueia o pouso a todos os que voam nas asas da imaginação e garante o local seguro para o repouso merecido após um período de intenso labor. É deste ninho que podemos vislumbrar a paisagem que se ergue ao nosso redor e é dentro deste ninho que podemos avaliar o quanto percorremos em nossa jornada e o quanto ainda nos falta trilhar. É deste ninho que compatilhamos nossas experiências e elaboramos planos e traçamos rumos para prosseguirmos em nossa jornada na próxima alvorada de nossas vidas. A partir desse ninho cada um se erguerá, referto de esperanças e novos ideais, e alçará vôo nas mais diferentes direções, o destino importando menos do que a arte de aprender a voar e se manter em equilíbrio em pleno vôo.

Nesse momento delicado, em que o ninho tem suas estruturas abaladas, devemos todos nos perguntar que gravetos estamos colocando no nosso ninho. São quatro mil passarinhos pousando nele todos os dias. Boa parte com galhinhos nos bicos, alguns de passagem, contabilizando do ninho algum galho para levar para a sua própria morada, outros querendo contribuir dentro das suas possibilidades com uma galhinho pequeno como uma palavra, outros grandes demais como palavrões. Todos querem contribuir, deixar alguma marca, alguma impressão, repousarem, alguns tocarem bicos amáveis, outros bicadas dolorosas. Alguns deixam as suas assinaturas fisiológicas no ninho ao passo que outros deixam tufos de penas. Outros pousam, repousam e alçam vôo sem deixar traço algum. Alguns dos que pousam são como pardais e outros aves de rapina. Mas tudo o que acontece no ninho é natural pois tudo está ornitologicamente de acordo com a natureza dos pássaros. Se queremos atingir a Mestria Anthonio devemos ser como pássaros que acima de tudo amam e adoram observar outros pássaros. Não devemos avaliar o comportamento mas estudar e aprender sobre o comportamento uns dos outros. É assim que alcançaremos a mestria no vôo para alçarmos a alturas com as quais jamais havíamos sonhado.

A nós, que nos servimos do ninho erguido pelo nosso irmão, compete-nos individual e coletivamente ponderarmos - Que gravetos estamos levando em nossos bicos? Que material estamos usando para a construção de nossos próprios lares? Que tipo de ninho estamos criando... ou depredando? De que outros ninhos iremos solertemente nos aproveitar retirando-lhes os galhos para estruturar o nosso próprio ninho?

Nada de grave ainda aconteceu ao ninho, ponderam uns, porque destruí-lo? Nenhum vento soçobra suas estruturas, nenhum incêndio consome-lhe atrozmente o madeirame, nenhuma praga corroe-lhe as entranhas? Agora, nada ameaça o ninho, ponderam outros... a não ser o nosso próprio peso indolente, queixoso, exigente e intolerante. O peso de quatro mil aves pousadas em um ninho sem que uma sequer esteja sustentado-o por baixo...

Martius de Oliveira

http://minhamestria.blogspot.com/
http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

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