((((* "O QUE VEM SEMPRE ESTEVE AQUI, A PAZ ESTA DENTRO DE TI E SO VOCE PODE TOCALA, SER A PAZ SHANTINILAYA, NADA EXTERNO LHE MOSTRARA O QUE TU ES. NADA MORRE POR QUE NADA NASCEU, NADA SE DESLOCA PORQUE NADA PODE SE DESLOCAR VOCE SEMPRE ESTEVE NO CENTRO, NUNCA SE MOVEU , O SILÊNCIO DO MENTAL PERMITE QUE VOCÊ OUÇA TODAS AS RESPOSTAS" *)))): "ESSÊNCIAIS" "COLETÃNEAS " "HIERARQUIA" "PROTOCÓLOS" "VÍDEOS" "SUPER UNIVERSOS" "A ORIGEM" "SÉRIES" .

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PRATICANDO PRATYAHARA - MARTIUS DE OLIVEIRA

praticando pratyahara

Oi Anthonio e Thaís!

Amiguinhos, durante esse ano pratiquei bastante Yoga, vegetarianismo e meditação além de estudar bastante medicina chinesa e medicina Ayurvédica. Dois livros me chamaram a atenção em particular – Ayurveda- self-healing and self-realization – do David Frawley e o – Alimentação desintoxicante – da Conceição Trucom. Ambos falam, cada um a sua maneira, sobre pratyahara ou abstenção de impressões negativas e densas. Caramba, como isso funcionou bem para mim! Passei a dormir bem melhor, ficar mais relaxado, calmo e focado. Interessei-me tanto pelo assunto que decidi escrever este texto. Espero que apreciem e se julgarem-no legal postar, melhor ainda. Fiquem à vontade para editarem-no à vontade.

Um beijo e boa leitura!

Martius

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Transição Planetária e Pratyahara


O que quer que aconteça daqui para frente, até 2012 e além, exigirá de todos nós o nosso melhor como seres humanos. Mentes serenas, vigilantes e equilibradas, corpos saudáveis, ágeis e flexíveis! Neste contexto, não podemos ignorar o papel que as impressões sensoriais exercem em nos fazer quem nós somos, pois elas ajudam a construir o subconsciente e a reforçar tendências e inclinações latentes em todos nós. Tentar ajudar as pessoas durante o processo de “Transição Planetária” sem buscar uma preparação interna a fim de controlar as emoções, orientar o pensamento e dirigir as ações de modo construtivo é comparável a se propor a dirigir um carro sem saber para onde se vai e sem conhecer as regras de trânsito. Um acidente é inevitável.

Assim, da mesma maneira que um corpo saudável deve resistir ao impacto de toxinas e patógenos do meio exterior, uma mente saudável deve ser capaz de resistir e repelir as influências sensoriais negativas do meio ambiente. Todos nós, em maior ou menor grau, estamos sofrendo os impactos dos acontecimentos e do ritmo galopante de mudanças em nossas vidas pessoais, em nossa forma de trabalhar e no meio ambiente. Adquirir equilíbrio e serenidade sem pratyahara é possível mas o será a um custo elevado. Seria comparável a tentar armazenar água em um reservatório rachado. Quanto mais água colocarmos no reservatório tanto maior será o vazamento e manter o reservatório sempre carregado de água pura requererá um trabalho exaustivo. O Yoga nos ensina que a mente é como esse reservatório e os sentidos são como aberturas ou torneiras através do qual o conteúdo vital pode-se perder caso não haja esta disciplina, daí a sua importância.

Lembre-se de que você só pode ajudar a elevar a consciência de alguém até o grau em que você conseguiu elevar a sua própria. Se de algum modo você se sentir limitado, restrito ou exaurido, física, mental ou emocionalmente, então o seu potencial efetivo para ajudar as pessoas poderá estar bastante comprometido. Se você quer de fato ajudar a humanidade neste processo de transição planetária mas se perturba ou sente depressão e ansiedade facilmente com o tumulto e a desordem no ambiente ao seu redor então aí vai meu conselho: desenvolva a prática do pratyahara. Ajude-se para poder ajudar.

O Pratyahara

Prati é uma preposição que denota afastamento ou abstenção. Ahara é uma palavra que significa comida. Assim, pratyahara pode ser traduzido como “controle da fome” e poderíamos interpretar seu significado como “abstenção da ingestão de impressões ou sentidos” embora o termo pratyahara não se limite somente ao aspecto sensorial. No pensamento yógico, há na verdade três tipos de ahara ou alimento. O primeiro tipo é a comida que alimenta o corpo físico, o segundo tipo são as impressões sensoriais que alimentam a mente e o terceiro tipo são as associações - pessoas, animais, plantas e todos os seres vivos com os quais nos relacionamos afetivamente e que nutrem a nossa alma.


Os mestres do Yoga comparam a disciplina do pratyahara com uma tartaruga retraindo-se dentro de seu casco. O casco da tartaruga representa a mente ao passo que os seus membros e a cabeça representam os sentidos (tato, visão, audição, olfato e paladar).

O pratyahara sensorial ou Indriya Pratyahara implica em adquirirmos consciência e desenvolvermos discernimento e disciplina na absorção correta de impressões sensoriais. A maioria de nós é cuidadosa com a alimentação ou com as nossas companhias mas talvez não exerçamos a mesma discriminação no que concerne às impressões que adquirimos com os sentidos. Nós recebemos estas impressões através da mídia de massa de forma passiva e submissa quando não de forma voluntariosa e intempestiva. Ao fazermos isso, permitimos que um séquito de energias discordantes invadam a intimidade de nosso campo energético, interagindo com cada célula, cada molécula e cada partícula sutil que compõem o nosso corpo de luz e comprotemos a sua integridade e equilíbrio de maneiras que somos incapazes de antecipar.

A maior parte de nós sofre de sobrecarga sensorial, o resultado do bombardeio de impressões provindas da televisão, rádio, celulares, computadores, jornais, revistas, livros ou mesmo da observação dos acontecimentos e situações em nossa jornada de trabalho diária. Junto com as impressões sensorialmente perceptíveis, uma miríade de impressões energéticas sutis veiculadas por todos esses meios e emanadas por virtualmente todos os objetos físicos e emanações de vida que nos cercam também interagem conosco. Captamos psiquicamente tais impressões na forma de psicometria ao tocarmos os objetos, formas-prensamento ao nos sintonizarmos mentalmente com algo que nos chama a atenção ou mesmo a miasmas ao nos colocamos em um estado de receptividade não-seletiva. O somatório de todas essas impressões influencia e afeta adversamente o delicado equilíbrio de nossos corpos físico, etérico, emocional e mental.

A nossa sociedade consumista, por um lado, estimula o nosso interesse através dos sentidos - cores brilhantes, sons altos, sensações dramatizadas - e nós aprendemos desde cedo a nos engajarmos passivamente em cada um destes estímulos. Diversão se tornou sinônimo de condescência sensorial. Vivemos literalmente imersos em um “Império dos sentidos”.

O problema é que os sentidos são como crianças sem preparo e maturidade - agem de acordo com a sua própria vontade e se rebelam se não forem prontamente atendidos. Isso se deve ao fato dos sentidos serem em grande parte constituídos de uma natureza instintiva. Se nós não aprendemos a controlá-los e discipliná-los eles passam a dominar a nossa vida que se resume em uma busca hedonista infrene para a obtenção de prazer a qualquer custo.

Quando falo de controle dos sentidos não me refiro a sua repressão ou supressão, o que seria uma violência à nossa consciência, mas a um plano de educação e treinamento das nossas mentes visando uma maior conscientização e vigilância das impressões que recebemos.

O pratyahara é uma via de mão dupla. Ele envolve a abstenção de alimentação, impressões e associações impróprias ao nosso ser ao mesmo tempo em que estimula a “ingestão” de alimentos, impressões e associações saudáveis. No mundo moderno, o contato com pessoas em diferentes estágios conscienciais é inevitável. Portanto, a ênfase do pratyahara deve recair principalmente sobre a seleção e administração das impressões sensoriais que recebemos.

De acordo com a medicina Ayurveda indiana, as impressões sensoriais são para a mente o que a comida é para o corpo. Se assim for, que tipo de nutrição estamos oferecendo a nossa mente? Quanto mais desagradável a comida tanto mais ela requer sal, açúcar e condimentos para ficar aceitável. O mesmo ocorre com as impressões. Quanto pior a sua qualidade tanto mais sobrenaturais, pervertidas e viciosas elas devem ser. E da mesma forma que o paladar e o olfato ficam mais insensíveis, a mente também se torna mais insensível. Insensível à violência, insensível ao sofrimento, insensível à mudança. A mente se torna turva e o pensamento, por fim, perde clareza e coesão. O resultado são palavras impensadas, atos torpes e comportamentos brutalizados. O controle sensorial é responsabilidade nossa. Responsabilidade pessoal, intransferível e inadiável. À toda hora estamos fazendo escolhas. O pratyahara é portanto a prática consciente e disciplinada de nosso livre-arbítrio sensorial.
As ferramentas do Pratyahara


Felizmente, somos providos com mecanismos que nos permitem o controle das impressões. A primeira e mais natural deste controle é a abstenção sensorial. Da mesma maneira que o organismo se beneficia do jejum, a abstenção sensorial é a
prática do jejum de impressões. Abstenha-se de excesso de música, sons, tv, conversas, leituras. Reduza a quantidade de impressões. Uma prática muito boa é o Yoni Mudra, que é mostrado na foto ao lado. Sente-se numa posição confortável e com os dedos das mãos encobrindo os olhos e tapando os ouvidos, você escutará somente o som da sua própria respiração. Inspire e expire ritmicamente, de forma lenta e suave. Ao expirar procure, com os lábios fechados como na foto, fazer o som de uma abelha, aquele “hmmm” típico delas. Toda vez que expirar faça o som das abelhas. Este será o único som que você será capaz de ouvir. Faça umas 10 respirações desta e depois retire as mãos do rosto lentamente e observe como a mente ficou mais silenciosa. Abstenção não é alienação, é atenção focada e não-dispersiva. É interiorização.

A segunda técnica para clarear a mente é focar por alguns minutos em uma impressão uniforme. Fixe seu olhar no céu, nas nuvens, em uma árvore, num morro ou montanha e se tiver o privilégio, no mar. Fixe seu olhar em uma imagem agradável, uniforme e repousante, mesmo que seja uma imagem na tela de seu computador. Essa técnica cria uma impressão de fundo uniforme e estável na mente. Você pode também, de olhos fechados, fixar sua atenção em sons uniformes, como um mantra, uma música bem relaxante, o barulho do mar, de uma cachoeira, de uma fonte em uma praça, no canto dos pássaros, no ruflar das folhas, o que estiver disponível. Mesmo morando no subúrbio do Rio ou no centro de São Paulo, você conseguirá perfeitamente sempre encontrar uma cena ou som que te agrade.

A terceira técnica consiste em criar uma impressão positiva. Você pode criar uma impressão positiva tirando alguns minutos do dia para contemplar um vaso ou canteiro de flores, um cachorro ou uma criança brincando, visitar um templo ou igreja de sua preferência, saborear vagarosamente uma fruta ou mesmo acender um incenso. Mas faça com intenção de criar uma impressão positiva na mente.


A quarta e última técnica que aprendi é criar uma impressão interior. Sente-se ou deite-se em um local confortável. Remova toda a atenção exterior. Feche os olhos, relaxe o corpo e se concentre em uma imagem. Pode-se imaginar junto a um mestre como Jesus Cristo ou Mãe Maria, Buda ou outro Mestre Ascensionado, um Arcanjo ou seu Anjo da Guarda, por exemplo. Você pode ainda imaginar-se como um jardim florido, que está sendo aparado, regado, semeado e limpo. Este tipo de visualização é comum em práticas de meditação e pode ser integrado em outras práticas espirituais também.

Espero que tenha ajudado a chamar a atenção para essas práticas de higiene mental e emocional para todos! Se puderem praticar Yoga, que naturalmente inclui práticas de pratyahara, melhor ainda!

Namastê,

Martius

Texto baseado na leitura dos artigos e livros:

1. A Luz do Yoga de - B.K.S. Iyengar
2. Alimentação Desintoxicante – Conceição Trucom
3. Yoga & Ayurveda – Self-healing and Self-realization – David Frawley
4. So You Want To Be a Healer – Stephen Lewis – SJE Dec/2010
5. Energia Psíquica – R. Michael Miller & Josephine M. Harper

http://minhamestria.blogspot.com

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